Solopreneur: Quem são os Empreendedores a Solo?

Já ouviste falar no termo Solopreneur? Sabes o que é?

Se nunca ouviste ou não sabes o que é o “empreendedor a solo”, não te preocupes. É um termo relativamente recente mas que tem vindo a crescer significativamente ao longo dos anos. Para além de te dar a conhecer o conceito de Solopreneur, vou partilhar contigo porque acredito que esta será uma das principais fontes de trabalho do futuro, se não mesmo a principal.

O que é um Solopreneur?

Solopreneur é um acrónimo, em inglês, formado pela palavra “solo” e pelo sufixo da palavra entrepreneur (empreendedor). É um termo utilizado para definir uma pessoa que abre e desenvolve um negócio sem sócios e/ou funcionários.

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O crescimento do Empreendedorismo a solo em todo o mundo

Este é um termo recente mas que está a crescer a um ritmo acelerado por todo o mundo. O Global Entrepreneurship Monitor (GEM), provavelmente o maior e mais importante relatório sobre empreendedorismo em todo o mundo, começou a incluir este conceito no seu relatório de 2019. A decisão de incluir solopreneurs no relatório é muito significativa, porque tanto a pesquisa académica quanto a formulação de políticas sobre empreendedorismo e ecossistemas empreendedores, têm historicamente focado em empresas criadoras de empregos e startups escaláveis.

E, na verdade, a maior parte dos estudos académicos tem ignorado empresas sem colaboradores como contributo para a economia apesar de, um pouco por todo o mundo, serem fundamentais no ecossistema. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, em 2018 estas representavam 81% de todas as Micro e Pequenas empresas e dão emprego a 17% dos Americanos (segundo estudo da Reserva Federal Americana – Fed). No Brasil, segundo a GEM, 53% dos empreendedores brasileiros atuam por conta própria (sem cofundadores, funcionários ou previsão de contratação). Em Portugal, apesar de não existirem dados oficiais, se pensarmos no peso que as microempresas representam no tecido empresarial (aprox. 94%) chegaremos a conclusões similares.

Com o crescimento de redes sociais e criação de profissões (praticamente) inexistentes há 10 ou 20 anos atrás, surgem negócios a solo. Se pensarmos nos Influenciadores Digitais, Criadores de Conteúdo, entre muitos outros que atuam no mercado digital, facilmente percebemos o impacto do Empreendedorismo a Solo no mercado de trabalho.

Desafios do Empreendedorismo a Solo (Solopreneur)

Falar de Empreendedorismo é, inevitavelmente, falar de risco. Quer seja a solo quer seja com colaboradores e/ou sócios, os riscos existem e fazem parte do caminho. O problema principal não está relacionado com o risco porém… O problema principal está inteiramente interligado com a forma como lidamos com esse mesmo risco tanto na nossa vida profissional mas, sobretudo, na vida pessoal.

Apresento-te os 3 principais riscos para os Solopreneurs (Empreendedores a Solo):

1. Incerteza a nível financeiro

Será que vou ter dinheiro no final do mês para pagar as contas?

Pergunta que milhões de empreendedores por todo o mundo fazem a si mesmos

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A preocupação inerente à incerteza financeira é, muito provavelmente, a que mais afeta os solopreneurs (e os empreendedores no geral). Especialmente quem está a começar, tem uma maior instabilidade de receitas fruto do desconhecimento do mercado e início de carreira empreendedora que são, naturalmente, normais. Ter planeamento financeiro e controlar as finanças são duas coisas fundamentais para o sucesso mas é igualmente importante que não te massacres demasiado no problema e procures soluções para aumentar os teus rendimentos.
Procura atingir e diversificar clientes, apostar na comunicação da tua marca ou oferecer conteúdo de forma gratuita para acelerares a confiança no teu trabalho. Existem milhares de opções possíveis que podes utilizar para evitar a incerteza financeira mas o mais importante é conseguires manter a sanidade mental e acreditares que és capaz.

2. Excesso de trabalho (ou o seu contrário)

Muitos empreendedores sofrem com o excesso de trabalho ou a falta dele. Quanto mais trabalho temos, maior é o nosso stress e, consequentemente, menos eficientes seremos a não ser que saibamos planear, definir prioridades e “desligar”. O excesso de trabalho é bom! Se o soubermos gerir… E é bom porque significa que temos muita procura. No entanto, é importante que saibamos gerir o mesmo e definir timings de concretização das tarefas/trabalho para evitarmos problemas graves como o burnout.

Pelo contrário, a falta de trabalho afeta a grande parte dos empreendedores, em particular os solopreneurs por um motivo principal (o 3º motivo que a seguir te apresento). É importante que consigas perceber que nem os clientes, nem muito menos o sucesso, surgem de um dia para o outro. É preciso muito trabalho e dedicação até atingir os resultados que esperas.

3. Solidão Empresarial

A vida profissional da maioria dos solopreneurs é solitária por definição. O silêncio que ecoa nas nossas mentes, fruto de um trabalho sozinho, pode ser ensurdecedor. Para combater essa solidão, é importante ter técnicas e escapes, designadamente criando eventos sociais, fazendo networking, participar em formações e aulas ou encontrar amigos para praticar exercício. Existem tantos empreendedores a solo no mundo que apesar de poderes trabalhar sozinho não estás definitivamente sozinho. Se precisares de conversar ou tirar dúvidas, não hesites. Sabes onde me encontrar ;)!

Principal fonte de trabalho do futuro?

O mundo está a mudar a uma velocidade louca. Novas formas de trabalhar já transformaram as indústrias de entretenimento, media e jornais/revistas, e o mesmo está a acontecer em muitos outros setores – do transporte ao turismo, das finanças à educação.

Bens e serviços estão a tornar-se mais acessíveis rapidamente e mais baratos. O digital e a evolução, vieram revolucionar o trabalho, tornando-o mais disponível do que nunca, de uma maneira completamente diferente ao que já podíamos ter visto no passado. Em vez de um emprego de um empregador, os trabalhadores agora têm vários empregos ao mesmo tempo que se originam em vários lugares e vêm em muitas formas e tamanhos. Inúmeras fontes de renda e a capacidade de aumentar ou diminuir de acordo com o tempo e as necessidades tornaram-se uma característica crescente de nossa economia.

Para atingir todo o potencial dessa mudança emergente, os políticos devem ter uma compreensão mais abrangente e menos monolítica e começar a moldar soluções que reflitam essa nova realidade do trabalho.

Tal como existem hoje profissões que não existiam há 10 ou 20 anos atrás, nos próximos anos vão existir profissões que ainda não existem hoje. Segundo a Forbes, até 2027 mais de 50% da força de trabalho dos Estados Unidos da América vai ser composta por freelancers/soloproneurs.

Por isso, está na hora de nos prepararmos para esta nova realidade. Concordas?

Aconselho leitura dos seguintes artigos sobre este tema:

Apoiar.pt | 1.500 milhões de euros na economia

Foi divulgado, na passada 5ª feira (05/11/2020) novos apoios para as empresas. Os novos apoios às empresas implicarão um financiamento global de 1.550 milhões de euros, dos quais 750 milhões em subsídios às pequenas e médias empresas mais afetadas pela crise.

No âmbito do programa Apoiar.pt está previsto um montante global de 750 milhões de euros em subsídios a fundo perdido destinado a micro e pequenas empresas dos setores mais afetados pela crise. Alguns dos setores visados parecem ser o comércio, cultura, alojamento e atividades turísticas e restauração, explicou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, em conferência de imprensa.

Estão abrangidas pela medida as empresas com quebras de faturação superiores a 25% registadas nos primeiros nove meses de 2020 e que tenham a situação fiscal e contributiva regularizada.

Segundo o ministro, será ainda disponibilizada uma linha de crédito de 750 milhões de euros para a indústria exportadora em que haverá possibilidade de conversão de 20% do crédito concedido a fundo perdido, em caso de manutenção dos postos de trabalho. Haverá ainda uma linha de crédito de 50 milhões de euros para empresas de apoio a eventos, acrescentou Siza Vieira.

O ministro explicou que os encargos com as medidas são suportados por fundos europeus, sendo o crédito bancário atribuído pelo sistema financeiro com garantia do Estado e que uma parte deste crédito pode também ser convertido a fundo perdido.

Siza Vieira diz ainda que o Governo estima que cerca de 100 mil empresas “possam ser elegíveis” para os apoios do Apoiar.pt, empresas organizadas quer como sociedades comerciais quer como empresários em nome individual com contabilidade organizada.

As medidas serão lançadas “tão rápido quanto possível”, sendo o programa Apoiar.pt alvo de notificação à Comissão Europeia, mas a expectativa é de que “no início de dezembro” sejam abertos avisos e que o pagamento da primeira tranche seja possível “ainda este ano”, disse o ministro.

Tendo em conta as medidas de combate à Covid-19 tomadas no país (nomeadamente o dever cívico de recolhimento e o teletrabalho), o Governo prevê um “impacto muito significativo” nos setores que já na primavera foram afetados, o que justifica estes novos apoios. 

O ministro anunciou na conferência que foi aprovado em Conselho de Ministros um decreto-lei que permite que as empresas que tenham beneficiado dos incentivos extraordinários à retoma possam transitar para o regime do apoio à retoma progressiva sem ter que devolver o inventivo que já tenham recebido. 

“Entendemos que é necessário dar um sinal às empresas que podem contar sempre com esta possibilidade de apoio à manutenção do emprego sempre que perdurar a pandemia”, disse, referindo que vai ser discutido com os partidos qual vai ser a configuração “exacta” do apoio. 

“Achamos que devíamos apoiar a liquidez, num primeiro momento, continuar a apoiar a todo o custo a manutenção do emprego – que é um factor crítico para que as empresas possam no momento da retoma responder às solicitações dos clientes -, e entendemos que o este novo apoio a fundo perdido, nesta altura, antes do final do Natal, é muito importante para as empresas fazerem face a outras despesas que não os salários, num contexto em que eventualmente vão ter uma redução ou não vão ter o último trimestre que esperavam”, afirmou o ministro, lembrando que o último trimestre do ano é, em anos ditos normais, um trimestre “bom” para as empresas de restauração e comércio. Todavia, notou, “temos receio que, com estas medidas restritivas [de combate à pandemia], a procura se retraia ainda mais”.

“É um choque económico importante”, mas “não vai resolver tudo”

Resumindo, na sua globalidade, este apoio às empresas é uma “medida para dar um choque económico importante”. “Vamos introduzir nos próximos dois meses cerca de 1.500 milhões de euros na economia, adicionalmente”. No entanto, reconheceu Siza Vieira, “não vai resolver todos os problemas, infelizmente”. “E é isso que temos também que encarar com sinceridade”.

Fonte: Notícias ao Minuto

Gestão Preventiva: Porque é fundamental?

A palavra prevenção tem “pouco” significado em tempos de crise. E tem pouco significado porque, no meio da crise, prevenir já não é necessário!

Prevenir é fundamental para evitar o impacto mais negativo das nossas decisões ou de variáveis externas que poderão afectar os nossos negócios, empresas ou vida pessoal. Infelizmente, o histórico diz-nos que só ouvimos falar de prevenção pelos piores motivos, e, inevitavelmente, somente quando os problemas começam a acontecer.

Porque devemos prevenir.

Já diz o ditado:

Mais vale prevenir do que remediar.

99,9% dos Baby Boomers e Geração X devem identificar-se com esta afirmação!

Quem nunca ouviu este ditado seja pelos nossos avós, nossos pais ou mesmo nós mesmos?

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Acredito que ninguém nunca tenha ouvido isto, nem que seja uma só vez!

E apesar de ouvirmos a verdade é que a grande maioria não se rege pela aquela que deveria ser a principal religião (ou uma das principais) dos negócios e empreendedorismo: Prevenção.

A palavra prevenção devia constar diariamente na nossa vida, a nível pessoal, profissional, relações, em tudo.

Não devemos considerar que a prevenção é algo que devemos ter em conta apenas nos momentos de crise já que, quando os problemas acontecem, a prevenção não serve de muito.

E, por isso, quero falar-te de Gestão Preventiva.

Gestão Preventiva

“O que é isso de Gestão Preventiva” ou “Isso existe por acaso?” são duas perguntas que te podes fazer. Na verdade a Gestão nunca deveria ter de ser apelidada de Gestão Preventiva já que, do ponto de vista de uma boa Gestão, a prevenção está mais do que incorporada na palavra Gestão!

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Ou seja, na prática, o fundamental quando pensas em gestão preventiva passa por antecipares potenciais problemas que possam surgir na tua empresa ou negócio e, para isso, tens de planear. Quando planeias, vais ter um plano A, um plano B, um plano C, por aí fora, fazendo com que tenhas alternativas.

Definires objetivos, criares e preveres cenários distintos, otimizares a estratégia, analisares as variáveis de mercado, etc, são algumas das coisas que podes fazer para reduzir o teu risco e estares alerta.

Tudo isto é possível de ser feito através de um Plano de Negócios, se quiseres utilizar a estrutura formal do mesmo, ou através de algo similar ao Plano de Negócios.

É importante perceberes que prevenção não é necessariamente “medo de agir”.

Muita gente acaba por congelar com o receio de tomar ações, prevenindo dessa forma um potencial erro. Mas erros são das melhores coisas do mundo!

É através dos erros que aprendemos e melhoramos. Idealmente, devemos é conseguir aprender com os erros dos outros já que, dessa forma, poupamos bastantes recursos (mentais, financeiros, físicos…).

Planeares e teres uma estratégia e gestão bem definida, vai-te ajudar a estar preparado quando os piores momentos chegarem.

E qual a altura ideal para começares a praticar prevenção?

Qualquer dia, qualquer hora, qualquer minuto…

Começa agora…

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Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.

Incentivo Extraordinário COVID-19 (IEFP)

IEFP dá 635€ por cada trabalhador para apoiar a normalização da atividade das empresas

No âmbito das medidas de apoio de caráter excecional e temporário destinadas aos trabalhadores e empregadores afetados pela pandemia do COVID-19, previstas no Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) pode conceder um incentivo financeiro extraordinário para apoio à normalização da atividade da empresa.

Para poder obter este incentivo, a entidade empregadora deve ter a situação contributiva e tributária regularizadas perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária e Aduaneira, salvo o previsto no artigo 17.º do Decreto-Lei 10-G/2020, de 26 de março.

Quais as entidades que podem obter este incentivo do IEFP?

Podem beneficiar do Incentivo os empregadores de natureza privada, incluindo as entidades empregadoras do setor social, que beneficiem de uma das seguintes medidas:

  • Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho em situação de crise empresarial, com ou sem formação, em caso de redução do trabalho temporária do período normal de trabalho ou da suspensão do contrato de trabalho
  • Plano extraordinário de formação

O valor do incentivo financeiro, a receber pela empresa, corresponde à retribuição mínima mensal garantida (635 euros) multiplicada pelo número de trabalhadores ao serviço do empregador abrangido(s) por aqueles apoios, pago de uma só vez.

A medida é cumulável com outros apoios.

Para fazer a candidatura deverá aceder ao portal iefponline. De momento o período de candidaturas ainda está encerrado.

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E para os sócios-gerentes não vai nada, nada, nada…?

Esperava poder dizer: “Tudoooooooooooooooooo!”

Mas, até ver, parece que a resposta certa é mesmo “(quase) nada”.

O tecido empresarial português é composto maioritariamente por micro, pequenas e médias empresas 99,9% (dados Pordata 2017). Deste total de PME, 81,6% são microempresas o que significa que estamos perante empresas que cumpram como critérios terem menos de 10 colaboradores e apresentarem um Volume de Negócios ou Balanço total anual inferior a 2.000.000 euros.

Apesar de não ter os números para apresentar, creio que é unânime que grande parte das microempresas são, de facto, compostas por menos de 10 colaboradores. Aliás, diria que uma fatia muito significativa destas nem a 5 funcionários chega, apostando que a mediana de todas elas ronde os 3 colaboradores!

Se essa minha aposta estiver certa, e corrige-me por favor se achares que estou errado, estamos perante empresas compostas por 1 ou 2 sócio(s) gerente(s) e 1 ou 2 colaborador(es).

E a que apoios têm direito esses sócios-gerentes para combater o impacto negativo do COVID-19?!
Neste momento a resposta é muito simples: (Quase) NADA…

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Que tipo de apoios atualmente existem para sócios-gerentes?

Vou tentar explicar. Neste momento, vários sócios-gerentes me questionam que tipo de apoios existem para mitigar os riscos desta fase menos boa.

Na página de Apoios e Incentivos apresento-te todos os apoios e incentivos existentes para empresas e empresários em nome individual que te convido a ver. Nessa página encontrarás os vários tipos de financiamento que existem, algumas medidas como o layoff simplificado, entre outros.

No entanto, não existem apoios que abranjam Sócios-Gerentes a não ser uma rara exceção aplicável aos seguintes casos:

  • Sócios-gerentes sem trabalhadores por conta de outrem, com uma faturação até 60 mil euros, serão contemplados pelo novo regime de apoio extraordinário à redução da atividade económica do trabalhador independente.

Para estes, à semelhança dos trabalhadores independentes, está previsto um apoio mensal mínimo equivalente a 1 IAS (Indexante de Apoios Sociais) que totaliza €438,81 até um máximo de 1 salário mínimo nacional que é de €635,00. Não obstante, e infelizmente, este apoio não confere direito à isenção de contribuições à segurança social dos sócios-gerentes.

Este apoio é, repito, somente para empresas com um único colaborador: o próprio sócio-gerente. Todas as outras, não acedem a este apoio…

Previsto em: Decreto-Lei n.º 12-A/2020

Mas e as outras empresas? O que podem obter?

Para além do Layoff Simplificado existirá um outro apoio que permite que, após a aplicação do layoff, haja um apoio extraordinário para manutenção dos postos de trabalho em que os salários do primeiro mês serão apoiados pelo IEFP, com um apoio por trabalhador equivalente a 1 RMMG.

Para além disso, existem linhas de financiamento como o Programa Capitalizar ou linhas do Turismo de Portugal que mais não são do que um apoio à tesouraria e que, pela sua natureza, terão de ser pagas no futuro.

Então o que posso fazer?

Neste momento há muita coisa a fazer mas, de facto, apenas do ponto de vista do negócio. O impacto do COVID-19 nas empresas e economia será muito significativo.

É por isso importante não parar e continuar a trabalhar. E neste momento o ideal é trabalhar em novas formas de rentabilizar o negócio e/ou preparar o mesmo para operar digitalmente (se assim der) ou à distância. Veja-se o caso da restauração que tem vindo a adaptar-se e a procurar minimizar a perda com a entrega ao domicílio… É a única coisa que se pode fazer e é de facto algo muito importante.

Vai ser importante readaptar o modelo de negócios à realidade atual. Conta comigo e com a Macro Consulting para ajudarmos nesse sentido.

Aqui vou atualizando as novas medidas para te conseguir dar resposta.

Força. Juntos vamos dar a volta.

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7 dicas para Empreendedores (COVID-19)

Vivemos tempos difíceis.

A pandemia do Coronavírus está a tomar grandes proporções e a tornar-se numa crise económica internacional com impacto em todos os setores. Esta crise, tem tudo para ser tão negativa (ou ainda mais) do que a crise do subprime de 2008, afetando PME e Grandes empresas, lançando enormes desafios aos gestores e empreendedores.

No entanto, há boas coisas a acontecer. Principalmente os empreendedores de startups, normalmente mais flexíveis e criativos, estão rapidamente a enfrentar a crise e encontrar novas formas de a combater e ganhar vantagem competitiva.

É bom lembrar que isto não é uma novidade. 2008 foi o ano de criação de startups como Airbnb ou Uber… Há um mundo de oportunidades lá fora.

Por isso, ficam aqui 8 dicas para todos os Empreendedores:

1. As crises não duram eternamente

Todas as crises são temporárias. O passado assim o mostra e o futuro não será exceção. Por muito longo que possa ser, este é um desafio à nossa capacidade de resiliência e inovação. E temos de a aproveitar.

É fundamental manter a Cabeça Fria nesta hora e ter capacidade mental e discernimento para pensar nesta hora mais difícil.

Agora é a hora para pensar e agir.

2. Transparência total contigo e com os outros

Nesta altura (assim como em todas outras) é importante sinceridade e abertura. Se tens parceiros, fornecedores, clientes, colabodores ou investidores, é importante abrir o jogo. Só dessa forma conseguirás ter o respeito de todos e garantires que todos estarão alinhados para te ajudar.

A este nível, acredito que há 2 tipos de empresários:

  • Os Mitomaníacos: no fundo todos os empresários que sofrem de mitomania, também conhecida como hábito patológico de mentir. Mentem por tudo e por nada e, por isso, perdem toda a credibilidade que possam ter com os outros.
  • Os (quase sempre) Honestos: aqueles que têm como regra não mentir. Esses geram confiança (desde que não sejam somente “Desculpadores”) e procurem soluções para honrar os seus compromissos. O “quase sempre” está aqui porque quem diz que nunca mentiu uma pequena mentirinha que seja que atire a primeira pedra.

Por isso, o meu conselho é seres sempre sincero/a com todos. Se assim for, a probabilidade de todos te ajudarem para dar a volta é muito maior.

3. Reduzir gastos excedentários

Numa crise, é fundamental reduzir os gastos somente aos essenciais. Reduzir encargos com espaço (renda), comunicação, entre outros que possam ser minorados. Ao nível de pessoal, apesar de não ser a favor de despedimentos, acredito que o Layoff Simplificado possa (nesta altura) ser uma solução viável para todos. Não a perfeita infelizmente, mas uma solução possível para que os colaboradores ganhem algum e a empresa permaneça viva.

Todos os esforços devem ser feitos para mantê-los, incluindo modelos de negócios atualizados, adiamentos de pagamento, parcelas de pagamento, e assim por diante). Fala abertamente com os teus funcionários (e fornecedores) e tenta chegar a um acordo. Será fulcral para sair da tempestade.

4. Desenvolvimento do negócio e do marketing

O desenvolvimento e o marketing do negócio deve tornar-se muito mais eficiente e, preferencialmente, inovador. Dou-te o meu exemplo (apesar de não me achar revolucionário).

Criei este Blog para poder chegar a mais pessoas e ajudar-te com conteúdo. Em simultâneo, apostei em Vídeo (Youtube) e Podcasts para falar sobre esta temática. E, ainda, estamos a ajudar empresas de forma 100% gratuita a obter financiamento.

Porque faço isso? Obviamente quero criar impacto positivo mas, em simultâneo, sei que isso irá aumentar o meu/nosso alcance e potenciar o nosso valor quer atual quer no futuro.

Os empresários têm uma oportunidade de ouro de alavancar o poder das comunidades empreendedoras em relação a clientes de todo o mundo. A tecnologia ajuda-nos imenso neste papel e é importante que a aproveitemos.

5. Procurar por oportunidades neste mercado (e em outros)

Nesta altura é importante sermos criativos e pensarmos como maximizar o nosso negócio. É fulcral adaptar as soluções (ou criar novas) para mercados menos afetados.

Faz um brainstorm com funcionários, parceiros, colaboradores, investidores (ou se quiseres fala comigo mesmo!). Neste momento não temos nada a perder. É o momento em que infraestruturas inteiras procuram oportunidades e, por isso, mais oportunidades irão e poderão existir.

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6. A recuperação será um processo gradual

Todas as crises são temporárias. O passado assim o mostra e o futuro não será exceção. Por muito longo que possa ser, este é um desafio à nossa capacidade de resiliência e inovação. E temos de a aproveitar.

Para isso, é importante planear o que aí vem, definir fases de trabalho e cronologicamente definir prioridades e objetivos. E, de forma ponderada e gradual, vamos dar a volta a isto e aproveitar esta realidade.

7. Gerir dia-a-dia e não “panicar”

Cada dia é um dia novo, com muitas novidades e informações nesta fase. Só para terem uma ideia, hoje às 11h00 dei uma informação sobre um financiamento a um cliente e, nem 15 minutos depois, recebo um email a alterar o que eu disse. Felizmente foi mudança para melhor do que para pior!!!

Por isso, nesta fase é importante perceber que teremos de gerir um dia de cada vez, com decisões de curto prazo. Apesar de ser importante planear o futuro (e devermos fazer), a gestão do mesmo deve ser mais micro e menos macro. Ou seja, vamos gerindo cada dia com as informações mais importante.

E, acima de tudo, não podemos entrar em pânico. Se não estivermos calmos, como podemos tomar boas decisões? Crises vão existir sempre infelizmente. E cabe-nos ter calma nesta hora.

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Juntos vamos vencer.

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Tenho medo…

Pensei antes de escrever este artigo se o devia dizer/escrever ou não. Não pela pressão social já que, neste momento, não a sinto mas pelo impacto que as minhas palavras poderiam ter em quem iria ler este artigo. Se, através deste artigo, iria causar medo ou pânico noutras pessoas.

Mas tenho de ser sincero e fiel aos meus princípios. E acredito genuinamente que (infelizmente) não serei o único… Por isso, dou a voz ao receio de muitos empreendedores, empresários, amigos, colegas e conhecidos que, nos últimos dias, tem partilhado comigo esses seus medos. É por todos vocês que partilho que…

…Tenho medo…

Fears are nothing more than a state of mind.

Napoleon Hill

Tenho medo de muita coisa mas há coisas das quais não tenho medo.

Tenho medo do impacto que este monstro (COVID-19) criou na economia e, acima de tudo no maior impacto que ainda vai criar. Infelizmente, acredito que se nada for feito, estamos perante a morte de milhares de micro, pequenas, médias (ou mesmo grandes) empresas que, por falta de apoios e medidas de proteção, vão ter de encerrar portas. O meu medo é sobretudo pelas micro e pequenas que tão bem caracterizam o tecido empresarial português e, com esta quebra e sem apoios, terão de encerrar… No entanto, mesmo sendo alguma coisa feita pelo Governo, acredito que estaremos perante uma quebra global drástica na economia, baseando-me em dados da China que poderemos (e deveremos) tirar (antecipadamente) lições. Tudo isto será, verdadeiramente, devastador…

Tenho medo do impacto desta crise no emprego e na sociedade. Com o fecho de muitas empresas ou pela redução drástica da sua atividade, muitas pessoas irão ficar sem emprego. E desemprego traduz-se em falta de poder económico e num (ainda) maior fosso social… Problemas sociais graves irão advir deste problema que, infelizmente, não será fácil de inverter.

Tenho medo do impacto humano… E, nesta altura, muito mais do que todos os outros.

Mas não tenho medo por mim.

Tenho medo pelos profissionais que estão obrigatoriamente a trabalhar para “nos servir” nos supermercados, padarias, e outros estabelecimentos de bens essenciais. Os receios que estas pessoas têm e a responsabilidade de se manterem em funcionamento é um fardo muito pesado para não respeitarmos.

Tenho medo pelos profissionais de saúde em farmácias, hospitais, lares de idosos, unidades de cuidados continuados, entre outros que têm nas suas mãos milhares de vidas. Estes trabalham até à exaustão para garantir que cada vida conta. Tenho medo que cheguemos a ser uma Itália que, infelizmente, não conseguiu dar resposta a todos pelo excesso de casos e, por isso, estes tiveram que escolher entre a vida e a morte de utentes…

Tenho medo pela minha família, os meus pais, a minha avó, os meus tios, os meus sogros, a população envelhecida em geral… Tenho medo que eles sofram a maior e única irreversível consequência deste monstro: a morte.

E apesar de ter vários medos, este último é o único que não consigo parar de pensar. Tenho medo de ser responsável pela morte de alguém. Tenho medo de colocar a pressão em alguém que terá que decidir quem vive e quem morre… E, por isso, tomei a decisão de há 7 dias atrás ficar em isolamento voluntário.

Não quero com isto, comparar-me com ninguém. Tenho a minha própria empresa mas tenho a sorte de poder trabalhar à distância. A decisão de parar e trabalhar a partir de casa é garantidamente mais fácil para mim do que para muitos empresários… Empresários que contam com muitos colaboradores a seu cargo e que têm de ter um estabelecimento ao público para manter a sua atividade.

Empresários que, tal como eu, têm os mesmos medos.

Medo do impacto do COVID-19 na economia e na sua própria empresa…

Medo do impacto do COVID-19 no emprego e sociedade…

E medo do impacto humano deste monstro…

Nesta altura, é importante tomarmos decisões. Infelizmente, à hora de criação deste artigo, o Estado ainda não tomou medidas drásticas. No entanto, agora mesmo, foram criadas mais algumas medidas de injeção de tesouraria na economia que irei atualizar constantemente neste artigo:

Por isso, cabe a todos os empreendedores deste país tomar essas mesmas decisões. Quanto mais tarde as tomarmos, mais infectados teremos e, consequentemente, maior será o tempo em que a economia parará, em que a nossa empresa não irá operar aumentando a probabilidade de mais pessoas irem para o desemprego e, mais do que tudo, maior serão o número de pessoas que irão morrer.

Não deixemos que os nossos medos moldem as nossas decisões.

Em todas as crises, o empreendedorismo acabou por as inverter. A inovação será natural e vamos ter empresas cada vez mais fortes e mais capazes.

Juntos, seremos capazes de vencer.

No entanto, para a morte ainda não existe solução…

#pleasestayhome

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