Candidaturas ao Apoiar.pt disponíveis a partir de amanhã

O Apoiar.pt é um dos mais recentes apoios para micro e pequenas empresas. Esta medida de apoio surge num momento delicado para a grande maioria das empresas que, pela realidade dos últimos 5 meses, têm vindo a sofrer dificuldades acrescidas. Este incentivo está direcionado para Micro e Pequenas Empresas do Comércio e Serviços e tem uma dotação de 750 milhões de euros a fundo perdido para ajudar as empresas a ultrapassar esta crise.

As candidaturas ficarão disponíveis já amanhã e, por isso, hoje fiz um direto no Facebook para falar um pouco melhor sobre este apoio e, também, sobre o Programa de Apoio à Produção Nacional.

Partilho abaixo o vídeo para veres e qualquer dúvida que surja, sabes onde me encontrar.

➡️ O Apoiar.pt é um dos mais recentes apoios para micro e pequenas empresas. Esta medida de apoio surge num momento delicado para a grande maioria das empresas que, pela realidade dos últimos 5 meses, têm vindo a sofrer dificuldades acrescidas. Este incentivo está direcionado para Micro e Pequenas Empresas do Comércio e Serviços e tem uma dotação de 750 milhões de euros a fundo perdido para ajudar as empresas a ultrapassar esta crise.

➡️ O Programa de Apoio à Produção Nacional vai apoiar pequenos projetos de investimento de micro e pequenas empresas “na área do turismo e da indústria”, com uma taxa média de cofinanciamento de 50% a fundo perdido e com uma majoração para o interior do país (apoio de 60% a fundo perdido).

Vamos todos ajudar a Restauração, o Turismo e demais setores em dificuldades

Os últimos meses têm sido desafiantes para todos, tanto a nível pessoal como a nível empresarial. Deparamo-nos com uma nova realidade nas nossas vidas de um momento para o outro que obrigou a à reinvenção de todos para conseguirmos, em conjunto, superar estes obstáculos.

Desta nova realidade, surgiram novas ideias e novos negócios de oportunidade, alicerçados em inovação que o mercado e a nova realidade exigiam (e exigem). Excelentes oportunidades surgiram, surgem e continuarão a surgir nos próximos tempos, fruto desta nova realidade. Cabe-nos a nós procurarmos essas oportunidades para podermos criar valor e fazer a diferença.

No entanto, a norma nas micro e pequenas empresas não é, infelizmente, inovação e reinvenção.

Com base na experiência que tenho tido junto de empresários e empreendedores, a maior parte das micro e pequenas empresas ainda não se conseguiu adaptar completamente a esta nova fase. E, na verdade, essa “não adaptação” é normal numa grande parte dos casos.

Na realidade, a reinvenção e adaptação depende de variáveis internas (Ex: know-how do empreendedor e capacidade de visão e mudança) e externas (Ex: imposições do mercado e do governo) e, no caso do Turismo e Restauração, a mudança é complexa e difícil.

Com base na experiência com empreendedores destes setores de atividade, tenho visto um desânimo geral. Um sentimento natural face ao que representa para estes empresários a realidade atual… Uma perda drástica de faturação e sustento para si, para os seus colaboradores e, consequentemente, para inúmeras famílias.

Por tudo isto, queremos contribuir para, de alguma forma, mitigar este efeito em todas as empresas que estejam em dificuldade.

Por tudo isto, a Macro Consulting dispõe-se a ajudar, sem custos, a restauração, o turismo e todos os setores com empresas em dificuldades através da elaboração de candidaturas a programas de apoio relacionados com os apoios para combater a realidade do COVID-19.

Toda a informação pode ser consultada no link abaixo.

Apoiar.pt | 1.500 milhões de euros na economia

Foi divulgado, na passada 5ª feira (05/11/2020) novos apoios para as empresas. Os novos apoios às empresas implicarão um financiamento global de 1.550 milhões de euros, dos quais 750 milhões em subsídios às pequenas e médias empresas mais afetadas pela crise.

No âmbito do programa Apoiar.pt está previsto um montante global de 750 milhões de euros em subsídios a fundo perdido destinado a micro e pequenas empresas dos setores mais afetados pela crise. Alguns dos setores visados parecem ser o comércio, cultura, alojamento e atividades turísticas e restauração, explicou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, em conferência de imprensa.

Estão abrangidas pela medida as empresas com quebras de faturação superiores a 25% registadas nos primeiros nove meses de 2020 e que tenham a situação fiscal e contributiva regularizada.

Segundo o ministro, será ainda disponibilizada uma linha de crédito de 750 milhões de euros para a indústria exportadora em que haverá possibilidade de conversão de 20% do crédito concedido a fundo perdido, em caso de manutenção dos postos de trabalho. Haverá ainda uma linha de crédito de 50 milhões de euros para empresas de apoio a eventos, acrescentou Siza Vieira.

O ministro explicou que os encargos com as medidas são suportados por fundos europeus, sendo o crédito bancário atribuído pelo sistema financeiro com garantia do Estado e que uma parte deste crédito pode também ser convertido a fundo perdido.

Siza Vieira diz ainda que o Governo estima que cerca de 100 mil empresas “possam ser elegíveis” para os apoios do Apoiar.pt, empresas organizadas quer como sociedades comerciais quer como empresários em nome individual com contabilidade organizada.

As medidas serão lançadas “tão rápido quanto possível”, sendo o programa Apoiar.pt alvo de notificação à Comissão Europeia, mas a expectativa é de que “no início de dezembro” sejam abertos avisos e que o pagamento da primeira tranche seja possível “ainda este ano”, disse o ministro.

Tendo em conta as medidas de combate à Covid-19 tomadas no país (nomeadamente o dever cívico de recolhimento e o teletrabalho), o Governo prevê um “impacto muito significativo” nos setores que já na primavera foram afetados, o que justifica estes novos apoios. 

O ministro anunciou na conferência que foi aprovado em Conselho de Ministros um decreto-lei que permite que as empresas que tenham beneficiado dos incentivos extraordinários à retoma possam transitar para o regime do apoio à retoma progressiva sem ter que devolver o inventivo que já tenham recebido. 

“Entendemos que é necessário dar um sinal às empresas que podem contar sempre com esta possibilidade de apoio à manutenção do emprego sempre que perdurar a pandemia”, disse, referindo que vai ser discutido com os partidos qual vai ser a configuração “exacta” do apoio. 

“Achamos que devíamos apoiar a liquidez, num primeiro momento, continuar a apoiar a todo o custo a manutenção do emprego – que é um factor crítico para que as empresas possam no momento da retoma responder às solicitações dos clientes -, e entendemos que o este novo apoio a fundo perdido, nesta altura, antes do final do Natal, é muito importante para as empresas fazerem face a outras despesas que não os salários, num contexto em que eventualmente vão ter uma redução ou não vão ter o último trimestre que esperavam”, afirmou o ministro, lembrando que o último trimestre do ano é, em anos ditos normais, um trimestre “bom” para as empresas de restauração e comércio. Todavia, notou, “temos receio que, com estas medidas restritivas [de combate à pandemia], a procura se retraia ainda mais”.

“É um choque económico importante”, mas “não vai resolver tudo”

Resumindo, na sua globalidade, este apoio às empresas é uma “medida para dar um choque económico importante”. “Vamos introduzir nos próximos dois meses cerca de 1.500 milhões de euros na economia, adicionalmente”. No entanto, reconheceu Siza Vieira, “não vai resolver todos os problemas, infelizmente”. “E é isso que temos também que encarar com sinceridade”.

Fonte: Notícias ao Minuto