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Já ouviste falar no termo Solopreneur? Sabes o que é?

Se nunca ouviste ou não sabes o que é o “empreendedor a solo”, não te preocupes. É um termo relativamente recente mas que tem vindo a crescer significativamente ao longo dos anos. Para além de te dar a conhecer o conceito de Solopreneur, vou partilhar contigo porque acredito que esta será uma das principais fontes de trabalho do futuro, se não mesmo a principal.

O que é um Solopreneur?

Solopreneur é um acrónimo, em inglês, formado pela palavra “solo” e pelo sufixo da palavra entrepreneur (empreendedor). É um termo utilizado para definir uma pessoa que abre e desenvolve um negócio sem sócios e/ou funcionários.

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O crescimento do Empreendedorismo a solo em todo o mundo

Este é um termo recente mas que está a crescer a um ritmo acelerado por todo o mundo. O Global Entrepreneurship Monitor (GEM), provavelmente o maior e mais importante relatório sobre empreendedorismo em todo o mundo, começou a incluir este conceito no seu relatório de 2019. A decisão de incluir solopreneurs no relatório é muito significativa, porque tanto a pesquisa académica quanto a formulação de políticas sobre empreendedorismo e ecossistemas empreendedores, têm historicamente focado em empresas criadoras de empregos e startups escaláveis.

E, na verdade, a maior parte dos estudos académicos tem ignorado empresas sem colaboradores como contributo para a economia apesar de, um pouco por todo o mundo, serem fundamentais no ecossistema. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, em 2018 estas representavam 81% de todas as Micro e Pequenas empresas e dão emprego a 17% dos Americanos (segundo estudo da Reserva Federal Americana – Fed). No Brasil, segundo a GEM, 53% dos empreendedores brasileiros atuam por conta própria (sem cofundadores, funcionários ou previsão de contratação). Em Portugal, apesar de não existirem dados oficiais, se pensarmos no peso que as microempresas representam no tecido empresarial (aprox. 94%) chegaremos a conclusões similares.

Com o crescimento de redes sociais e criação de profissões (praticamente) inexistentes há 10 ou 20 anos atrás, surgem negócios a solo. Se pensarmos nos Influenciadores Digitais, Criadores de Conteúdo, entre muitos outros que atuam no mercado digital, facilmente percebemos o impacto do Empreendedorismo a Solo no mercado de trabalho.

Desafios do Empreendedorismo a Solo (Solopreneur)

Falar de Empreendedorismo é, inevitavelmente, falar de risco. Quer seja a solo quer seja com colaboradores e/ou sócios, os riscos existem e fazem parte do caminho. O problema principal não está relacionado com o risco porém… O problema principal está inteiramente interligado com a forma como lidamos com esse mesmo risco tanto na nossa vida profissional mas, sobretudo, na vida pessoal.

Apresento-te os 3 principais riscos para os Solopreneurs (Empreendedores a Solo):

1. Incerteza a nível financeiro

Será que vou ter dinheiro no final do mês para pagar as contas?

Pergunta que milhões de empreendedores por todo o mundo fazem a si mesmos

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A preocupação inerente à incerteza financeira é, muito provavelmente, a que mais afeta os solopreneurs (e os empreendedores no geral). Especialmente quem está a começar, tem uma maior instabilidade de receitas fruto do desconhecimento do mercado e início de carreira empreendedora que são, naturalmente, normais. Ter planeamento financeiro e controlar as finanças são duas coisas fundamentais para o sucesso mas é igualmente importante que não te massacres demasiado no problema e procures soluções para aumentar os teus rendimentos.
Procura atingir e diversificar clientes, apostar na comunicação da tua marca ou oferecer conteúdo de forma gratuita para acelerares a confiança no teu trabalho. Existem milhares de opções possíveis que podes utilizar para evitar a incerteza financeira mas o mais importante é conseguires manter a sanidade mental e acreditares que és capaz.

2. Excesso de trabalho (ou o seu contrário)

Muitos empreendedores sofrem com o excesso de trabalho ou a falta dele. Quanto mais trabalho temos, maior é o nosso stress e, consequentemente, menos eficientes seremos a não ser que saibamos planear, definir prioridades e “desligar”. O excesso de trabalho é bom! Se o soubermos gerir… E é bom porque significa que temos muita procura. No entanto, é importante que saibamos gerir o mesmo e definir timings de concretização das tarefas/trabalho para evitarmos problemas graves como o burnout.

Pelo contrário, a falta de trabalho afeta a grande parte dos empreendedores, em particular os solopreneurs por um motivo principal (o 3º motivo que a seguir te apresento). É importante que consigas perceber que nem os clientes, nem muito menos o sucesso, surgem de um dia para o outro. É preciso muito trabalho e dedicação até atingir os resultados que esperas.

3. Solidão Empresarial

A vida profissional da maioria dos solopreneurs é solitária por definição. O silêncio que ecoa nas nossas mentes, fruto de um trabalho sozinho, pode ser ensurdecedor. Para combater essa solidão, é importante ter técnicas e escapes, designadamente criando eventos sociais, fazendo networking, participar em formações e aulas ou encontrar amigos para praticar exercício. Existem tantos empreendedores a solo no mundo que apesar de poderes trabalhar sozinho não estás definitivamente sozinho. Se precisares de conversar ou tirar dúvidas, não hesites. Sabes onde me encontrar ;)!

Principal fonte de trabalho do futuro?

O mundo está a mudar a uma velocidade louca. Novas formas de trabalhar já transformaram as indústrias de entretenimento, media e jornais/revistas, e o mesmo está a acontecer em muitos outros setores – do transporte ao turismo, das finanças à educação.

Bens e serviços estão a tornar-se mais acessíveis rapidamente e mais baratos. O digital e a evolução, vieram revolucionar o trabalho, tornando-o mais disponível do que nunca, de uma maneira completamente diferente ao que já podíamos ter visto no passado. Em vez de um emprego de um empregador, os trabalhadores agora têm vários empregos ao mesmo tempo que se originam em vários lugares e vêm em muitas formas e tamanhos. Inúmeras fontes de renda e a capacidade de aumentar ou diminuir de acordo com o tempo e as necessidades tornaram-se uma característica crescente de nossa economia.

Para atingir todo o potencial dessa mudança emergente, os políticos devem ter uma compreensão mais abrangente e menos monolítica e começar a moldar soluções que reflitam essa nova realidade do trabalho.

Tal como existem hoje profissões que não existiam há 10 ou 20 anos atrás, nos próximos anos vão existir profissões que ainda não existem hoje. Segundo a Forbes, até 2027 mais de 50% da força de trabalho dos Estados Unidos da América vai ser composta por freelancers/soloproneurs.

Por isso, está na hora de nos prepararmos para esta nova realidade. Concordas?

Aconselho leitura dos seguintes artigos sobre este tema:

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