Como será o Futuro do Turismo em Portugal e no Mundo?

Nos últimos dias muito se tem falado sobre o impacto do COVID-19 no mundo e na economia em particular.

Várias empresas estão neste momento forçadas a passar por dificuldade, não apenas pela imposição do Estado mas, sobretudo, pela imposição do vírus que fez parar o país e o mundo. E, em contexto económico e empresarial, acredito que o setor mais fustigado com este impacto será, de facto, o Turismo.

Turismo em Portugal

Nos últimos anos, Portugal vinha somando recordes atrás de recordes no Turismo.

Portugal bate recorde com 12,78 milhões de turistas em 2018.

Jornal de Negócios (2018)
Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE)

Como podemos ver no gráfico acima, anualmente o crescimento global do turismo vinha sendo notório e significativo, em particular a partir de 2013.

Porto e Lisboa conquistaram vários prémios como destinos turísticos de eleição, várias cidades nacionais aumentaram em mais de 100% a sua procura e, consequentemente, as empresas deste setor aproveitavam esta maré para para manter um crescimento sustentado.

A questão que se coloca neste momento é:

E agora? O que vai ser do Turismo?

Tal como disse num dos artigos anteriores:

A pandemia do Coronavírus está a tomar grandes proporções e a tornar-se numa crise económica internacional com impacto em todos os setores. Esta crise, tem tudo para ser tão negativa (ou ainda mais) do que a crise do subprime de 2008, afetando PME e Grandes empresas, lançando enormes desafios aos gestores e empreendedores. No entanto, há boas coisas a acontecer. Principalmente os empreendedores de startups, normalmente mais flexíveis e criativos, estão rapidamente a enfrentar a crise e encontrar novas formas de a combater e ganhar vantagem competitiva. É bom lembrar que isto não é uma novidade. 2008 foi o ano de criação de startups como Airbnb ou Uber… Há um mundo de oportunidades lá fora.

Talvez ainda seja cedo para afirmar tal coisa mas, acredito, que o impacto desta crise vai ser (infelizmente) maior do que a crise de 2008 nos Estados Unidos da América ou a crise das dívidas soberanas na Europa (em 2010/2011).

O Turismo, pelas características que apresenta e pela “dependência” do estrangeiro com a livre circulação de pessoas, vai ser drasticamente afectado.

Turismo Internacional

Na generalidade dos países, irá existir um quebra significativa no Turismo externo fruto do fecho de fronteiras e isolamento social. Apesar de tais medidas serem temporárias, vão fazer com que a receita quebre drasticamente e, consequentemente, afete o Turismo.

Ainda assim, alguns países serão mais fustigados com a pandemia e, logicamente, os mesmos partilham de 2 principais factores que serão 1) grau de dependência do turismo para o PIB e 2) impacto do COVID-19 na população.

Na prática, países de Sul como é exemplo de Portugal, Espanha ou Itália, são países onde o Turismo é o principal (ou um dos principais) motores da economia. Nesse sentido, com a queda de curto prazo do mesmo, há um impacto ainda maior para a economia e população.

A acrescer a este facto, Espanha e Itália especificamente apresentam infelizmente elevados números de infectados. Para além de ser devastador para a economia e, sobretudo, para a sociedade, do ponto de vista do Turismo poderá gerar medo e receio o que, por si só, afectará o turismo internacional e, diria mesmo, nacional, salvando-se somente o Turismo Regional ou Local numa ótica de apoio ao consumo interno para apoiar as micro e pequenas empresas.

Com o crescendo dos números de infectados, os países mais fustigados pela pandemia irão sofrer uma dupla penalização. A este nível destaque para os Estados Unidos da América que irá muito provavelmente ficar “apenas” no 3º lugar do pódio das maiores economias mundiais, atrás da Índia e China com este vírus.

Turismo em Portugal

Infelizmente, não me parece que Portugal possa ser uma exceção, apesar de os números serem cada vez menos negativos segundo a DGS (longo debate sobre o verdadeiro significado dos relatórios que deixarei para outro artigo!).

Existem previsões que apontam para uma quebra do PIB nacional entre os 3,7% a 5,7% mas há quem fale em quebras significativamente maiores a rondar os 8,5%. Não sou economista nem tão pouco sei qual vai ser a quebra do PIB. O que acredito, infelizmente, é que muitas empresas, seja qual for o setor de atividade onde estiverem inseridas, vão fechar. E o turismo não será exceção… É, por isso, peremptório agir…

Como minimizar os estragos?

Neste momento vários empresários da restauração e hotelaria têm vindo a procurar soluções para combater a crise. No curto prazo, a solução de muitos passou pela entrega de comida ao domicílio, quer utilizando plataformas de entrega já conhecidas como Uber Eats e Glovo ou, de forma autónoma, dinamizando as entregas diretamente.

No entanto, o impacto positivo dessas medidas para micro e pequenas empresas é pouco significativo face ao que seria a faturação normal do decorrer da atividade.

Por isso, de forma assertiva, creio que neste momento existem “apenas” 2 soluções na cabeça de todos os empresários do setor:

  1. Medidas de proteção e apoio tal como Layoff simplificado e/ou apoios à tesouraria e financiamento de empresas;
  2. Venda/Encerramento da atividade.

Qualquer uma destas decisões tem implicações de curto, médio e longo prazo e nenhuma delas é fácil de tomar…

Estou certo que algumas das empresas deste setor vão sobreviver. Mas, também, acredito que muitas irão morrer. Para sobreviver nesta altura vai ser fundamental inovar, ler o mercado e adaptar-se à realidade ou mesmo reinventar a realidade.

“Revenge Spending” no Turismo?

O pós Covid-19 teve um efeito de consumo desenfreado na China mas, no longo prazo, a economia também irá previsionalmente entrar em recessão grave.

Este conceito, que remonta aos anos 80 na China, foi apelidado de “Revenge Spending”, em português “Consumo por Vingança”. Na prática, a teoria passa por um aumento do consumo significativo no pós-surto com as pessoas a voltarem a consumir.

Esse consumo não compensa as quebras do COVID-19 mas, no curto prazo, permite algumar recuperação. No entanto, não sabemos se vamos ter este efeito em Portugal apesar de tudo o que tenho lido parecer indicar isso mesmo.

Ainda assim, e pensando no Turismo em particular, o caminho da recuperação parece ser sobretudo o mercado interno.

Após o surto passar, vai haver algum crescimento da restauração no curto prazo, sendo que o crescimento no médio e longo prazo irá depender do desemprego e poder de compra das famílias. Creio que terá de ser tido em consideração que muitas pessoas irão perder económico e, por isso, vão canalizar a sua liquidez para aquilo que é comummente designado como essencial, abdicando de alguns “luxos”.

Porém, o Turismo Interno parece ser a solução da recuperação de curto prazo de Portugal já que, externamente, apontar para uma forte queda de turismo não apenas durante o período de contingência mas igualmente após esse período (face ao receio inerente à pandemia).

Então, o que fazer…?

Como disse acima, acredito que este setor vai sofrer bastante com este surto. Acredito que os principais players no mercado irão sobreviver e, quem tiver a capacidade de inovar e criar novas experiências irá prosperar.

Percebo que nesta hora seja tudo menos simples pensar em soluções. O desânimo e as más notícias afetam-nos a todos.

É porém importante não parar nem baixar os braços… Esta é a altura para construir, melhorar, fazer.

Se puder ser teu mentor neste processo e tentar, de alguma forma, poder contribuir, sabes onde-me contactar.

O Diário de um Empreendedor é um blog de Empreendedorismo que te irá ajudar ao longo da tua caminhada empreendedora. Aqui poderás ler artigos sobre empreendedorismo, ver e ouvir vídeos e podcasts sobre Empreendedorismo, e muito outro conteúdo sobre Gestão, Liderança, Inovação e Motivação.

Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.

3ª Alteração ao Layoff (ainda pouco) Simplificado

Num espaço curto de tempo, já foram feitas 3 alterações ao Layoff Simplificado que, ainda, está longe de ser tão simplificado como deveria. Saiu hoje a portaria oficial e fica oficialmente disponível para as empresas.

Está claro que vivemos tempos de muita turbulência mas, cada vez mais, urgem soluções. No entanto, as respostas tardam e são unanimemente curtas.

Ainda longe daquilo que é necessário para empresas e particulares, fica abaixo link do artigo com as novas alterações para o Layoff Simplificado.

Incentivos e apoios IEFP e Seg. Social (COVID-19)

Podes consultar o novo Decreto-Lei n.º 10-F/2020

O Diário de um Empreendedor é um blog de Empreendedorismo que te irá ajudar ao longo da tua caminhada empreendedora. Aqui poderás ler artigos sobre empreendedorismo, ver e ouvir vídeos e podcasts sobre Empreendedorismo, e muito outro conteúdo sobre Gestão, Liderança, Inovação e Motivação.

Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.

5 Skills fundamentais para o sucesso empreendedor

O Empreendedorismo, assim como muitas outras atividades, requer muitas habilidades (skills) como gestão, finanças, marketing, entre muitas outras. E muitas vezes a frustração atinge os empreendedores pelas dificuldades no caminho.

No entanto, felizmente as boas ideias e a vontade e ambição em as concretizar é o fundamental já que as skills podem ser aprendidas ao longo do caminho.

Todos nós vamos cometer erros ao longo do caminho. Eu estou farto de os cometer e, francamente, tem sido a maior aprendizagem. Felizmente, tenho igualmente evitado alguns que vejo outros a cometer.

O erro é o nosso maior aliado e professor já que nos ensina muito mais do que qualquer vitória.

Se és empreendedor/a ou pretendes tornar-te, aprende estas 5 skills o mais cedo possível. Acredita que vais evitar muitos erros futuros se o fizeres.

1. Pesquisa

Pesquisar é fundamental a vários níveis. A pesquisa é uma skill importante no planeamento, lançamento de negócios e na gestão contínua de uma empresa. Terás que pesquisar o mercado, os teus concorrentes e problemas do próprio mercado ou cliente à medida que estes surgirem.

A pesquisa é uma arte e uma ciência, pois existem regras práticas a serem seguidas, mas também um elemento diretamente relacionado com o sucesso. A pesquisa adequada pode resolver – ou impedir – quase qualquer problema comum ao longo de todo o desenvolvimento dos teus negócios, em particular no início.

2. Foco

Apesar de muitas vezes ser entendida como algo inato, é possível sermos mais focados e, por isso, é uma skill que podes e deves trabalhar. Para algumas pessoas, o foco surge naturalmente. Se és uma dessas pessoas, parabéns! Tens mais poder do que a maioria de nós e alguma vantagem à partida, No entanto, se não tens este dom natural, tenho uma boa notícia para ti: podes ser mais focado/a!

Dou-te o meu exemplo. Tenho constantemente novas ideias e vontade de as concretizar. Desde há uns 5 anos para trás que todas as ideias que tenho as vou apontando e, no passado, dispersava imenso. Começava a fazer algo e quase nunca as terminava. Todos os anos noto uma diferença brutal… Sinto, cada vez mais, que estou focado como nunca estive e isso nota-se na quantidade de coisas que estou a concretizar em muito pouco tempo. E não vou parar.

Sem foco, não podes priorizar ou maximizar a tua produtividade, tornando quase impossível realizar qualquer trabalho de forma efetiva e eficaz. Aprende algumas técnicas mas sobretudo conhece-te a ti mesmo. Percebe que ambientes e hábitos maximizam o teu foco, de que forma te consegues focar melhor e trabalha para refinar essa capacidade o mais rápido possível.

Evita redes sociais em algumas horas do dia, define tarefas a realizar, ouve música que potencie a concentração como música clássica, ondas alpha ou similar. Já testei de tudo um pouco e felizmente hoje sei o que funciona comigo. Pensa, testa e tira conclusões.

via GIPHY

3. Gestão Financeira

Este termo é bastante complexo e abrangente e, por experiência, percebo que seja muito mais difícil. Tenho vários empresários e empreendedores com os quais falo que não dominam a vertente financeira. E, na verdade, se formos devidamente acompanhados não seria 100% necessário. No entanto, é fundamental para o sucesso e deves saber o mínimo dos mínimos!

Principalmente nos primeiros anos, a gestão de fluxos de caixa é fundamental.

Não sei se sabes mas 9 em cada 10 startups não consegue vingar, 50% destas morre nos primeiros 4 anos de atividade e 82% destas morrem devido a problemas de cash flow.

Nota: Achaste que estes números foram confusos ou preocupantes? Então é “Hora de estudar!” 😀

Na verdade há vários conceitos que serão importantes dar a conhecer. De forma muito simplista, ganhar mais do que gastas é a base para uma empresa de sucesso. No entanto, mesmo empresas lucrativas podem ser vítimas de uma má gestão de tesouraria e, isso, quase sempre leva à falência.

Aliás, em todas as formações e aulas que dou sobre a matéria, pergunto sempre aos meus formandos e alunos a mesma pergunta:

“Preferiam ter uma empresa que fatura 100.000 euros anual ou uma que fatura 10.000.000 euros anual?”

via GIPHY

Resposta certa?

… Depende!

Podes ter uma empresa que fature muito mas que recebe muito tarde. Isso faz com que não consiga honrar os seus compromissos e por isso quebre por causa da tesouraria.

É importante aprender isto. Vais precisar muito desta skill não apenas no presente mas igualmente no futuro por isso aprende-a já.

Felizmente esta é a que mais gosto pelo que, se te puder ajudar, fala comigo. Adoraria ser teu mentor 😀

4. Comunicação

A comunicação é uma skill fundamental que se aplica a todas as áreas do empreendedorismo e, diria, de qualquer profissão.

Vais precisar de comunicar com investidores e parceiros para garantir que os negócios estão no caminho certo ou captar investimento. Necessitarás comunicar com clientes para vender a tua ideia e construir relacionamentos. Será fulcral comunicar com os teus colaboradores para os motivar e liderar neste processo.

Sem uma estrutura estável de comunicação, qualquer empresa está condenada ao fracasso. Infelizmente, é difícil “ensinar” habilidades de comunicação. Mas consegues facilmente aprender as mesmas. Como? Primeiramente ler!

Existe muita literatura nesse sentido. Segue o meu canal do YouTube onde te vou passar algumas informações sobre bons livros a esse nível e não só.

Depois disso, a melhor maneira que eu conheço de melhorar é praticar, e a única maneira de praticar é com outras pessoas. Participa em eventos de networking e aprimora as tuas habilidades de comunicação interpessoal. Experimenta, vais ver que funciona!

5. Aprendizagem

Por fim, mas não menos importante: Aprendizagem.

Aprender em si é uma skill fundamental para tudo. Aprender efetivamente requer prática para dominar as técnicas que funcionam melhor para ti e discernir quais serão recursos serão os mais valiosos na aquisição de novas informações e habilidades.

Os mentores são uma importante forma de aprendizagem para novos empreendedores porque estes já passaram por isso. Apesar de ter ainda muito para fazer e passar, terei todo o gosto em ser teu mentor neste processo se assim quiseres.

Para além desta fonte de conhecimento, existem centenas de recursos alternativos para aprender. Como referi, participar em eventos de networking é uma boa forma de aprendizagem mas igualmente em seminários, webinars ou cursos online sempre que puderes. amplamente, incluindo livros de outras temáticas como notícias, gestão, marketing, comunicação ou psicologia, entre outros. Define metas para ti e compromete-te com as mesmas. Se puderes aprender de forma eficaz e consistente, não terás problemas em desenvolver as outras habilidades necessárias como empreendedor.

via GIPHY

Em resumo, acredito que estas são as 5 skills mais importantes. Sem elas, acredito que dificilmente alguém consiga chegar ao sucesso. Trabalha nelas antes de iniciares a tua jornada empreendedora. Se já estiveres a meio do caminho, não te preocupes! Trabalha-as priorizando-as para compensares o tempo perdido. As skills restantes que precisares como empreendedor, podem e vão se desenvolver naturalmente ao longo do tempo.

Mantém-te otimista diante dos desafios e sê paciente para o teu próprio crescimento.

Força e boa sorte. Conta comigo para o que precisares 💪

Artigos mais recentes

O Diário de um Empreendedor é um blog de Empreendedorismo que te irá ajudar ao longo da tua caminhada empreendedora. Aqui poderás ler artigos sobre empreendedorismo, ver e ouvir vídeos e podcasts sobre Empreendedorismo, e muito outro conteúdo sobre Gestão, Liderança, Inovação e Motivação.

Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.

7 dicas para Empreendedores (COVID-19)

Vivemos tempos difíceis.

A pandemia do Coronavírus está a tomar grandes proporções e a tornar-se numa crise económica internacional com impacto em todos os setores. Esta crise, tem tudo para ser tão negativa (ou ainda mais) do que a crise do subprime de 2008, afetando PME e Grandes empresas, lançando enormes desafios aos gestores e empreendedores.

No entanto, há boas coisas a acontecer. Principalmente os empreendedores de startups, normalmente mais flexíveis e criativos, estão rapidamente a enfrentar a crise e encontrar novas formas de a combater e ganhar vantagem competitiva.

É bom lembrar que isto não é uma novidade. 2008 foi o ano de criação de startups como Airbnb ou Uber… Há um mundo de oportunidades lá fora.

Por isso, ficam aqui 8 dicas para todos os Empreendedores:

1. As crises não duram eternamente

Todas as crises são temporárias. O passado assim o mostra e o futuro não será exceção. Por muito longo que possa ser, este é um desafio à nossa capacidade de resiliência e inovação. E temos de a aproveitar.

É fundamental manter a Cabeça Fria nesta hora e ter capacidade mental e discernimento para pensar nesta hora mais difícil.

Agora é a hora para pensar e agir.

2. Transparência total contigo e com os outros

Nesta altura (assim como em todas outras) é importante sinceridade e abertura. Se tens parceiros, fornecedores, clientes, colabodores ou investidores, é importante abrir o jogo. Só dessa forma conseguirás ter o respeito de todos e garantires que todos estarão alinhados para te ajudar.

A este nível, acredito que há 2 tipos de empresários:

  • Os Mitomaníacos: no fundo todos os empresários que sofrem de mitomania, também conhecida como hábito patológico de mentir. Mentem por tudo e por nada e, por isso, perdem toda a credibilidade que possam ter com os outros.
  • Os (quase sempre) Honestos: aqueles que têm como regra não mentir. Esses geram confiança (desde que não sejam somente “Desculpadores”) e procurem soluções para honrar os seus compromissos. O “quase sempre” está aqui porque quem diz que nunca mentiu uma pequena mentirinha que seja que atire a primeira pedra.

Por isso, o meu conselho é seres sempre sincero/a com todos. Se assim for, a probabilidade de todos te ajudarem para dar a volta é muito maior.

3. Reduzir gastos excedentários

Numa crise, é fundamental reduzir os gastos somente aos essenciais. Reduzir encargos com espaço (renda), comunicação, entre outros que possam ser minorados. Ao nível de pessoal, apesar de não ser a favor de despedimentos, acredito que o Layoff Simplificado possa (nesta altura) ser uma solução viável para todos. Não a perfeita infelizmente, mas uma solução possível para que os colaboradores ganhem algum e a empresa permaneça viva.

Todos os esforços devem ser feitos para mantê-los, incluindo modelos de negócios atualizados, adiamentos de pagamento, parcelas de pagamento, e assim por diante). Fala abertamente com os teus funcionários (e fornecedores) e tenta chegar a um acordo. Será fulcral para sair da tempestade.

4. Desenvolvimento do negócio e do marketing

O desenvolvimento e o marketing do negócio deve tornar-se muito mais eficiente e, preferencialmente, inovador. Dou-te o meu exemplo (apesar de não me achar revolucionário).

Criei este Blog para poder chegar a mais pessoas e ajudar-te com conteúdo. Em simultâneo, apostei em Vídeo (Youtube) e Podcasts para falar sobre esta temática. E, ainda, estamos a ajudar empresas de forma 100% gratuita a obter financiamento.

Porque faço isso? Obviamente quero criar impacto positivo mas, em simultâneo, sei que isso irá aumentar o meu/nosso alcance e potenciar o nosso valor quer atual quer no futuro.

Os empresários têm uma oportunidade de ouro de alavancar o poder das comunidades empreendedoras em relação a clientes de todo o mundo. A tecnologia ajuda-nos imenso neste papel e é importante que a aproveitemos.

5. Procurar por oportunidades neste mercado (e em outros)

Nesta altura é importante sermos criativos e pensarmos como maximizar o nosso negócio. É fulcral adaptar as soluções (ou criar novas) para mercados menos afetados.

Faz um brainstorm com funcionários, parceiros, colaboradores, investidores (ou se quiseres fala comigo mesmo!). Neste momento não temos nada a perder. É o momento em que infraestruturas inteiras procuram oportunidades e, por isso, mais oportunidades irão e poderão existir.

via GIPHY

6. A recuperação será um processo gradual

Todas as crises são temporárias. O passado assim o mostra e o futuro não será exceção. Por muito longo que possa ser, este é um desafio à nossa capacidade de resiliência e inovação. E temos de a aproveitar.

Para isso, é importante planear o que aí vem, definir fases de trabalho e cronologicamente definir prioridades e objetivos. E, de forma ponderada e gradual, vamos dar a volta a isto e aproveitar esta realidade.

7. Gerir dia-a-dia e não “panicar”

Cada dia é um dia novo, com muitas novidades e informações nesta fase. Só para terem uma ideia, hoje às 11h00 dei uma informação sobre um financiamento a um cliente e, nem 15 minutos depois, recebo um email a alterar o que eu disse. Felizmente foi mudança para melhor do que para pior!!!

Por isso, nesta fase é importante perceber que teremos de gerir um dia de cada vez, com decisões de curto prazo. Apesar de ser importante planear o futuro (e devermos fazer), a gestão do mesmo deve ser mais micro e menos macro. Ou seja, vamos gerindo cada dia com as informações mais importante.

E, acima de tudo, não podemos entrar em pânico. Se não estivermos calmos, como podemos tomar boas decisões? Crises vão existir sempre infelizmente. E cabe-nos ter calma nesta hora.

via GIPHY

Juntos vamos vencer.

O Diário de um Empreendedor é um blog de Empreendedorismo que te irá ajudar ao longo da tua caminhada empreendedora. Aqui poderás ler artigos sobre empreendedorismo, ver e ouvir vídeos e podcasts sobre Empreendedorismo, e muito outro conteúdo sobre Gestão, Liderança, Inovação e Motivação.

Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.

Cabeça Fria: Como manter a calma e porque o deves fazer

Esta foi uma semana dura para todos. Profissionais de saúde, empresários, pessoas…

No nosso caso creio que nunca tive tantos empresários, num tão curto espaço de tempo, a falar connosco via email, whatsapp ou telefone na Macro Consulting.

Todos receiam o futuro e procuram desesperadamente soluções.

Em primeiro lugar, dizer-te que estamos a trabalhar para que todos tenham soluções. De forma regular, estamos a atualizar todas as soluções existentes para as empresas na Página de Apoios e Incentivos. Aqui, podem consultar as mais recentes atualizações e medidas. E, para além disso, para conseguirmos ajudar, estamos 100% disponíveis para ajudar.

Por isso, partilho também contigo a informação que passamos nas redes sociais:

De forma 100% gratuita, vamos tentar ajudar todas as Micro, Pequenas e Médias empresas a obter financiamento para ultrapassar esta fase.

Juntos, vamos vencer. Mas, como em todas as alturas, vencer exige calma e preparação...


Cabeça fria e mantém a calma. Vamos dar a volta.

A tua mente calma é a derradeira arma contra os teus desafios.

Bryant McGill

Sabemos que estamos em tempos difíceis. E, todos sem exceção, estão preocupados. Mais deixa-me perguntar-te:

Preocupares-te vai solucionar o problema?

Não! Pelo contrário! Vai piorar a tua perceção do mesmo e vai afectar a tua saúde… Tenta, constantemente, abstrair-te.

Mais do que nunca, é preciso ter calma e pensar no “bom” de tudo isto…
Se estás a pensar: “Mas há alguma coisa de bom nisto!!!!????”, precisas mesmo de ler este artigo até ao fim!

E sim, deixa-me dizer-te que acredito que sim. Existem muitas coisas boas que sairão disto e, pessoalmente, procuro pensar nelas em vez de me focar na parte negativa. Vou partilhar contigo o que penso e me foco que espero também te ajude.


#1 Tempo de aprender e planear

Há quanto tempo não tinhas tempo para aprender novas competências?

Há quanto tempo não tinhas tempo para pensar no teu negócio porque tinhas de trabalhar?

Há quanto tempo não analisavas o que de melhor e pior estavas a fazer para melhorar?

Há quanto tempo não pensavas em ti como líder e na forma que falavas para os teus colaboradores?

Neste momento, tens tempo para isso tudo e muitos outros. E esta é a altura ideal para apostares nisso.

Quando tudo acalmar, vais ser muito melhor líder e empreendedor/a.
Tens finalmente tempo para te preparares. Aproveita-o.

#2 Oportunidades que estão e continuarão a surgir

Infelizmente as crises económicas e sociais obrigam à inovação. Há uma maior pressão e mobilização de todos para esse efeito e isso será extremamente positivo.

Concordo que deveríamos, antes do tempo, planear. Mas a verdade é que historicamente vemos que é nestas alturas que a inovação é maior.

A título de exemplo atual, o facto de as creches e jardins de infância estarem encerrados e o ensino estar a ser feito à distância, está a ser altamente benéfico para este segmento! Sou da opinião que o Ensino em Portugal e, diga-se, no mundo, ficou preso ao passado. Cada vez existem mais ferramentas potenciadoras disso e, atualmente, várias escolas e instituições foram “obrigadas” a adaptar-se.

Ver 12 apps de Educação a seguir

Quem fala na educação fala em todas as áreas… Estamos a assistir a inovação a todos os níveis.

Um outro bom exemplo disso (e de união) é o Movimento Tech4Covid por parte das Startups Portuguesas para fazer a diferença nesta altura.

Tudo boas ideias e excelentes exemplos de inovação.

Revoluciona a tua forma de agir. Procura formas de inovar o teu negócio.
Se quiseres conversar, sabes onde encontrar-me

#3 Reforçar a esperança na Humanidade

A Humanidade está a unir-se por um bem maior. Continuam a existir divergências, continuam a haver problemas mas, mais do que nunca, todos mostramos a nossa união.

Estamos todos juntos em prol do mesmo objetivo. E isso é altamente recompensador e um motivo de orgulho.

Os movimentos de partilha que estão a ser feitos, o espírito de entre ajuda para com o outro, a movimentação das empresas para com o sistema de saúde é único… E isso deve ser algo para nos agarrarmos (e não perdermos).

Um bom exemplo de um projeto a esse nível é a GoParity que dispõe de uma plataforma de apoio (crowdfunding) para travar o COVID-19.

Quando sairmos disto, todos se vão lembrar do que foi feito. De quem fez o bem, de quem fez o mal…

Aproveita para também tu na tua empresa fazeres o bem sem esperar nada em troca.
Vais ver que, no futuro próximo, serás também recompensad@ por isso.

#4 Tempo para a tua família e para ti

E por fim, mas não menos importante, que isto sirva para nos aproximarmos de quem mais amamos.

Seja digital ou fisicamente, teremos tempo para demonstrarmos o nosso amor por quem mais merece e de quem mais gostamos. Muitas vezes o trabalho sobrepõe-se a coisas mais importantes…

Que esta situação sirva de exemplo para nos focarmos no essencial. E o essencial está, muitas vezes, mais perto do que imaginamos.

Manter a mente e corpo são é fundamental. Praticar exercício, ler um livro, ouvir música ou simplesmente parar.

Evita estar nas redes sociais a toda a hora… Isso é pior. E, acima de tudo, ocupa a tua cabeça.

Inspira fundo… Expira fundo…

Tudo vai melhorar. Mantém a cabeça fria.

O Diário de um Empreendedor é um blog de Empreendedorismo que te irá ajudar ao longo da tua caminhada empreendedora. Aqui poderás ler artigos sobre empreendedorismo, ver e ouvir vídeos e podcasts sobre Empreendedorismo, e muito outro conteúdo sobre Gestão, Liderança, Inovação e Motivação.

Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.

Incentivos e apoios IEFP e Seg. Social (COVID-19)

Aqui podes consultar as mais recentes linhas em vigor do IEFP e Segurança Social para apoiar as empresas a combater o impacto negativo do COVID-19.

Em atualização (novas medidas anunciadas a 26/03/2020 e vão haver alterações!)

Trabalhadores Independentes

Apoio Extraordinário à Redução da Atividade Económica de Trabalhador Independente

A quem se aplica

Esta medida aplica-se aos Trabalhadores Independentes, que nos últimos 12 meses tenham tido obrigação contributiva em pelo menos 3 meses consecutivos, e que se encontrem em situação comprovada de paragem da sua atividade ou da atividade do respetivo setor em consequência do surto de COVID-19.

A que tem direito

Tem direito a um apoio financeiro correspondente ao valor da remuneração registada como base de incidência contributiva, com o limite de 1 IAS (438,81€). Tem direito, também, a um adiamento do pagamento das contribuições dos meses em que esteve a receber o apoio.

Qual a duração do apoio

O apoio financeiro tem a duração de 1 mês, prorrogável até ao máximo de 6 meses. O pagamento diferido das contribuições inicia-se no segundo mês posterior ao da cessação do apoio e pode ser efetuado em prestações (até 12).

O que fazer para receber este apoio

1) Deve proceder ao preenchimento do formulário online para requerimento do apoio, que em breve estará disponível na Segurança Social Direta. Se ainda não tem acesso à Segurança Social Direta deverá pedir a senha na hora. Aceda aqui

2) Deve registar/alterar o IBAN na Segurança Social Direta, para que a Segurança Social possa proceder ao pagamento do apoio, que será efetuado obrigatoriamente por transferência bancária. Se ainda não tem o seu IBAN registado deverá registá-lo através da Segurança Social Direta, no menu Perfil, opção Alterar a conta banco.


Diferimento do pagamento de contribuições para trabalhadores independentes

Em que consiste o apoio?

Esta medida prevê o diferimento do pagamento das contribuições à segurança social devidas nos meses de abril, maio e junho e podendo ser pagas da seguinte forma:

  • Um terço do valor das contribuições é pago no mês em que é devido;
  • O montante dos restantes dois terços é pago em prestações iguais e sucessivas:
    • nos meses de julho, agosto e setembro ou
    • nos meses de julho a dezembro.

A flexibilização no pagamento das contribuições estabelecida nesta medida, não impede o pagamento integral das contribuições devidas.

Qual a duração do apoio?

O diferimento do pagamento das contribuições é referente ao período de abril, maio e junho.

Caso o trabalhador independente não pague 1/3 do valor das contribuições de algum dos meses dentro do prazo, termina a possibilidade de acesso a este regime.

O que fazer?

O trabalhador independente deve:

  • Proceder ao pagamento de 1/3 do valor das contribuições mensais no mês devido. Devem utilizar o documento para pagamento disponível na Segurança Social Direta.
  • Requerer em julho, plano prestacional, na Segurança Social Direta.

Caso o trabalhador independente não pague 1/3 do valor das contribuições de algum dos meses dentro do prazo, termina a possibilidade de acesso a este regime.


Trabalho e Segurança Social

Regime de Layoff Simplificado
– O que é?

O layoff consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a:

  • Motivos de mercado;
  • Motivos estruturais ou tecnológicos,
  • Catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.

Nota: Durante o regime de layoff, bem como nos 30 ou 60 dias seguintes ao termo da sua aplicação (suspensão dos contratos ou redução do período normal de trabalho), consoante a medida não exceda ou seja superior a 6 meses, o empregador não pode fazer cessar o contrato de trabalho de trabalhador abrangido pelo regime de layoff, exceto se se tratar de cessação da comissão de serviço, cessação de contrato de trabalho a termo ou despedimento por facto imputável ao trabalhador.

– Que apoios posso obter?

O Layoff simplificado implica a suspensão ou redução do horário de trabalho, tal como previsto no Código de Trabalho. No âmbito do Layoff simplificado, os apoios possíveis de obter passam por uma redução de encargos com o pessoal.

Na prática, os colaboradores em regime de layoff recebem 2/3 da sua remuneração base (até 1.905 euros) sendo que o pagamento destes 2/3 é 30% encargo da empresa e 70% encargo da segurança social. O limite mínimo de salário é o salário mínimo 635 euros.

Exemplo:

  • Salário Colaborador = € 800
  • Salário Colaborador ao abrigo do regime de Layoff Simplificado = € 800 x 2 : 3 = € 533,33 (como este montante é inferior ao salário mínimo, o montante de Salário Bruto do Colaborador é de € 635)
  • Parte do Salário pago pela Segurança Social = € 635 x 70% = € 444,50
  • Parte do Salário pago pela Empresa = € 635 x 30% = € 190,50

Referir igualmente que o Layoff simplificado pode ser parcial, ou seja, pode não implicar a paragem de 100%.

Ex: Se ficar definido uma paragem de 50%, então as contas serão as seguintes:

  • Salário Colaborador = € 1.000
  • Salário Colaborador ao abrigo do regime de Layoff Simplificado = €1.000 x 50% + € 1.000 x 50% x 2 : 3 = € 833,33
  • Parte do Salário pago pela Segurança Social = € 333,33 x 70% = € 233,33
  • Parte do Salário pago pela Empresa = € 500 + € 333,33 x 30% = € 600

Para além deste apoio, haverá uma componente de formação associada. Todos os colaboradores em regime de layoff poderão beneficiar de ações de formação, com bolsa de 30% do IAS (€ 131,64, metade para o trabalhador e metade para o empregador), suportada pelo IEFP.

Será lançado um plano extraordinário de formação e qualificação, que inclui o pagamento de um apoio às empresas equivalente a 50% da remuneração do trabalhador até ao limite da RMMG, suportada pelo IEFP (tal como o próprio custo da formação) para empresas com atividade afetada pela epidemia.

Após o termo do lay-off ou do encerramento de estabelecimento pela autoridade de saúde, existirá um apoio extraordinário para manutenção dos postos de trabalho em que os salários do primeiro mês serão apoiados pelo IEFP, com um apoio por trabalhador equivalente a 1 RMMG.

O Governo vai isentar de contribuições sociais as entidades empregadoras em layoff ou encerramento determinado pela autoridade de saúde, bem como no período de um mês após a retoma de atividade.

– Quem pode aceder ao layoff simplificado?

Todas as empresas e empresários em nome individual que cumpram um dos seguintes requisitos:

  • A paragem total da atividade da empresa ou estabelecimento que resulte da interrupção das cadeias de abastecimento globais, da suspensão ou cancelamento de encomendas;
  • A quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40% da faturação, nos 30 dias anteriores ao pedido junto da segurança social com referência ao período homólogo ou, para quem tenha iniciado atividade há menos de 12 meses, à média desse período. Atualizado a 26/03/2020:
– Como requisitar o Layoff Simplificado?

Formulário de acesso ao Layoff Simplificado


Diferimento do pagamento de contribuições para entidades empregadoras

A quem se aplica?

Entidades empregadoras dos setores privado e social com:

  • Menos de 50 trabalhadores;
  • Um total de trabalhadores entre 50 e 249, desde que apresentem uma quebra de, pelo menos, 20 % da faturação comunicada através do E-Fatura nos meses de março, abril e maio de 2020, face ao período homólogo do ano anterior ou, para quem tenha iniciado a atividade há menos de 12 meses, à média do período de atividade decorrido;
  • Um total de 250 ou mais trabalhadores, desde que apresentem uma quebra de, pelo menos, 20% da faturação comunicada através do E-Fatura nos meses de março, abril e maio de 2020, face ao período homólogo do ano anterior ou, para quem tenha iniciado a atividade há menos de 12 meses, à média do período de atividade decorrido, e se enquadrem numa das seguintes previsões:
  1. Se trate de instituição particular de solidariedade social ou equiparada;
  2. A atividade dessas entidades empregadoras se enquadre nos setores encerrados nos termos do Decreto n.º 2-A/2020, de 20 de março, ou nos setores da aviação e do turismo, relativamente ao estabelecimento ou empresa efetivamente encerrados;
  3. A atividade dessas entidades empregadoras tenha sido suspensa, por determinação legislativa ou administrativa, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual, na Lei de Bases da Proteção Civil, aprovada pela Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua redação atual, ou na Lei de Bases da Saúde, aprovada pela Lei n.º 95/2019, de 4 de setembro, relativamente ao estabelecimento ou empresa efetivamente encerrados.
Em que consiste o apoio?

Diferimento do pagamento das contribuições à segurança social devidas nos meses de março, abril e maio podendo ser pagas da seguinte forma:

  • Um terço do valor das contribuições é pago no mês em que é devido;
  • O montante dos restantes dois terços é pago em prestações iguais e sucessivas:
    • nos meses de julho, agosto e setembro ou
    • nos meses de julho a dezembro.

Às entidades empregadoras que já efetuaram o pagamento da totalidade das contribuições devidas em março de 2020, o diferimento inicia-se em abril de 2020 e termina em junho de 2020.

A flexibilização no pagamento das contribuições estabelecida nesta medida, não impede o pagamento integral das contribuições devidas.

As quotizações dos trabalhadores devem ser pagas nos meses em que são devidas.

Qual a duração do apoio ?

O diferimento do pagamento das contribuições é referente ao período de março, abril e maio.

Caso entidade empregadora não pague 1/3 do valor das contribuições de algum dos meses dentro do prazo, termina a possibilidade de acesso a este regime.

O que fazer?

O diferimento do pagamento de contribuições da responsabilidade da entidade empregadora não se encontra sujeito a requerimento. A atribuição é oficiosa pelos serviços da Segurança Social.

A entidade empregadora deve proceder ao pagamento de 1/3 do valor das contribuições mensais no mês devido e requerer em julho, plano prestacional, na Segurança Social Direta.

Os requisitos relativos à faturação são demonstrados pela entidade empregadora durante o mês de julho de 2020, conjuntamente com certificação do contabilista certificado da empresa.


Apoio excecional à família para Trabalhadores por Conta de Outrem

Aplica-se aos Trabalhadores que exercem atividade por conta de outrem e que faltem ao trabalho por motivos de assistência a filhos ou outros menores a cargo, menores de 12 anos, ou com deficiência/doença crónica independentemente da idade, decorrente de encerramento do estabelecimento de ensino determinado por:

  • Decisão da autoridade de saúde
  • Decisão do governo
A que tenho direito?

O trabalhador tem direito a um apoio excecional correspondente a 2/3 da sua remuneração base, ou seja, não inclui outras componentes da remuneração. Este apoio tem como limite mínimo 1 RMMG (valor: €635) e como limite máximo 3 RMMG (valor: €1.905) e é calculado em função do número de dias de falta ao trabalho.

Qual a duração do apoio?

O apoio não inclui o período das férias escolares, sendo atribuído entre 16 e 29 de março. No caso das escolas piloto podem ser declarados períodos diferentes do calendário oficial.No caso de crianças que frequentem equipamentos sociais de apoio à primeira infância ou deficiência/doença crónica, o apoio é atribuído até 13 de abril.

Não pode haver sobreposição de períodos entre progenitores.

O que fazer?

O trabalhador

  1. Deve preencher a declaração Mod. GF88-DGSS e remeter à respetiva entidade empregadora. A declaração também serve para justificação de faltas ao trabalho.

A entidade empregadora

  1. Deve recolher as declarações remetidas pelos trabalhadores.
  2. Deve proceder ao preenchimento do formulário on-line disponível na Segurança Social Direta em 30 de março. Este formulário é apresentado por mês de referência. Assim, até dia 9 de abril deverá requerer o apoio relativamente aos dias do mês de março. Em maio, em data a definir, deverá fazer o pedido relativo aos dias de abril. 
  3. Deve entregar declaração de remunerações autónoma com o valor total do apoio pago ao trabalhador.​
  4. Deve registar o IBAN na Segurança Social Direta.

O apoio será pago pela Segurança Social à entidade empregadora, obrigatoriamente por transferência bancária.


Outros apoios

Foi equiparado o confinamento temporário dos trabalhadores, determinado por autoridade de saúde, a doença contagiosa com internamento hospitalar, conferindo assim o direito a baixa com pagamento de remuneração a 100%, desde o primeiro dia.

O Diário de um Empreendedor é um blog de Empreendedorismo que te irá ajudar ao longo da tua caminhada empreendedora. Aqui poderás ler artigos sobre empreendedorismo, ver e ouvir vídeos e podcasts sobre Empreendedorismo, e muito outro conteúdo sobre Gestão, Liderança, Inovação e Motivação.

Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.

3 Ferramentas gratuitas para Teletrabalho (e não só!)

Praticamente todas as empresas estão, neste momento, a reformular a sua forma de atuação. As circunstâncias a isso obrigam.

Nesse sentido, decidi partilhar contigo 3 das principais ferramentas para Teletrabalho (e não só). Estou certo que serão úteis não só agora mas também no futuro.

Zoom

Vídeo conferências, webinars e conversas digitais

O Zoom é um dos principais software para videoconferência do mercado e, com o COVID-19, teve um boom de downloads. Baseado na cloud, o software pode ser usado para conversas virtuais com outras pessoas – por vídeo, áudio ou ambos. Tem várias funcionalidades disponíveis incorporadas tais como partilha de ecrãs, “bate-papo” (conversa), gravação de sessões para visualização posterior, entre outras.

Neste momento, as reuniões dão para um total de 100 pessoas por sessão (com um máximo de 45 minutos). Em sessões de 1 para 1, não existe limite na sessão.

Saiba mais aqui:

Zoom: Ver mais em https://zoom.us/

Anydesk

Alternativa gratuita ao Teamviewer

O Anydesk é uma ferramenta de acesso, por controlo remoto, a outras áreas de trabalho. É uma boa ferramenta para quem necessita de se conectar a outros utilizadores numa ótica de help desk para resolver problemas. Utilizo imenso na minha área e estou muito satisfeito!

O TeamViewer tem a limitação de, quando muito utilizado na versão gratuita, impedir acesso aos utilizadores. O Anydesk é, também, multiplataforma e, até hoje, nunca me deu problemas a esse nível.

Saiba mais aqui:

Anydesk: Ver mais em https://anydesk.com/pt

Asana

Software de Gestão de tarefas intuitivo

O Asana é um software para versão web e mobile (telemóveis), para gestão de tarefas e similares. Permite a gestão de equipas e fomenta a comunicação entre membros (apesar de existirem outras melhores ferramentas para este papel), ao mesmo tempo que é um excelente parceiro na gestão de tarefas.

Saiba mais aqui:

Asana: Sabe mais aqui https://app.asana.com/

Se quiseres ver outra aplicações, segue o link abaixo

32 Work Smart Apps a seguir

Outros artigos que poderão interessar:

O Diário de um Empreendedor é um blog de Empreendedorismo que te irá ajudar ao longo da tua caminhada empreendedora. Aqui poderás ler artigos sobre empreendedorismo, ver e ouvir vídeos e podcasts sobre Empreendedorismo, e muito outro conteúdo sobre Gestão, Liderança, Inovação e Motivação.

Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.

Linhas de Turismo – COVID-19

Ontem foi anunciado pelo governo a injeção de mais incentivos e apoios a empresas, num total de 3 mil milhões de euros à economia.

Grande parte destes incentivos, tivemos oportunidade de anunciar no artigo abaixo:

APOIOS COVID-19

Partilharemos de seguida as novas linhas disponíveis para Turismo.

Atualizado a 31/03/2020


Linhas de Turismo

Linha de apoio à Tesouraria para Microempresas do Turismo – COVID-19

O Turismo de Portugal disponibiliza uma linha de apoio financeiro destinada a assegurar as necessidades acrescidas de fundo de maneio das microempresas do turismo com atividade em território nacional, de modo a minimizar o impacto da redução temporária dos níveis de procura na sua atividade.

Para quem se dirige?

Microempresas com certificação eletrónica no portal do IAPMEI, I.P. nos termos do Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de novembro, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 81/2017, de 30 de junho, conforme Recomendação n.º 2003/361/CE, da Comissão Europeia, de 6 de maio, que exerçam, em território nacional, as atividades turísticas incluídas nos códigos CAE-Ver.3 em anexo.

Ou seja, Microempresas com Certificação PME.

Como funciona?

Estamos perante uma linha de financiamento sem juros com as seguintes características e condições:

Condições do financiamento:

Natureza: Incentivo reembolsável sem juros remuneratórios associados (Financiamento sem juros)

Prazo máximo da operação: 3 anos a contar da data de celebração do contrato, incluindo um período de carência de capital de 12 meses

Reembolso: Prestações de igual montante com uma periodicidade trimestral

Limites máximo por empresa (*): O apoio financeiro corresponde ao valor de €750 mensais por cada posto de trabalho existente na empresa a 29 de fevereiro de 2020, multiplicado pelo período de três meses, até ao montante máximo de €20.000.

(*) Apoio financeiro é concedido ao abrigo do regime de auxílios de minimis

A título de exemplo:
  • Colaboradores = 5 colaborares (a 29 de fevereiro de 2020)
  • Apoio = 5 (colaboradores) x 3 (meses) x €750 = €11.250
  • Assinatura do contrato = 1 de abril de 2020
  • Carência até 1 de abril de 2021
  • Valor trimestral a pagar = €11.250 : (4 trimestres x 3 anos) = €937,50
Quais são as principais condições de acesso das empresas?
  1. Demonstrarem uma situação regularizada perante a administração fiscal, a segurança social e o Turismo de Portugal, I.P. (ou seja não existência de dívidas);
  2. Encontrarem-se devidamente licenciadas para o exercício da respetiva atividade e devidamente registadas no Registo Nacional de Turismo, quando legalmente exigível;
  3. Demonstrarem que a atividade desenvolvida foi afetada negativamente pelo surto da doença COVID-19.
Como me posso candidatar?

As candidaturas são apresentadas em contínuo, através de formulário disponível no portal do Turismo de Portugal, I. P., acompanhado dos seguintes documentos:

  1. Declaração de remunerações entregue na Segurança Social relativa aos trabalhadores existentes na empresa em 29 de fevereiro de 2020;
  2. Autorização de consulta eletrónica da situação tributária e contributiva tendo em conta os seguintes dados do Turismo de Portugal, I.P., necessários para a autorização: (Número de Identificação Fiscal: 508666236 | Número de Identificação da Segurança Social: 20003562314);
  3. Código de acesso à certidão permanente de registo comercial.

Podem consultar o documento e outros documentos nos seguintes links:


COVID-19: Apoio Empresas da Restauração e similares

​​A Linha de Apoio à Economia COVID-19 permite às empresas portuguesas dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, financiarem em melhores condições de preço e de prazo, as suas necessidades de tesouraria.
Esta Linha destina-se a Micro, Pequenas e Médias Empresas, certificadas pela Declaração Eletrónica do IAPMEI, bem como Small Mid Cap e Mid Cap, localizadas em território nacional, e inclui a Linha específica COVID-19: Apoio E​mpresas da Restauração e similares, dirigida a empresas que desenvolvam atividade enquadrada nas seguintes CAE: 
Secção I – Alojamento, restauração e similares – ​56101; 56102; 56103; 56104; 56105; 56106; 56107; 56210; 56290; 56301; 56302; 56303; 56304; 56305.

Condições do financiamento:

Dotação Total: 600 milhões de euros

Máximo por empresa:

  • 50.000 euros (Micro Empresas)
  • 150.000 euros (Pequenas Empresas)
  • 1.500.000 euros (Médias Empresas, Small Mid Cap e Mid Cap)

Garantia:

  • até 90% (Microempresas e Pequenas Empresas) do capital em dívida
  • até 80% (Médias Empresas, Small Mid Cap e Mid Cap) do capital em dívida

Contra-garantia: 100%

Prazo da operação: Até 6 anos com carência de capital até 18 meses (atualizado)

Juros: Euribor + Spread:

Spread máximo:

  • Empréstimos até 1 ano de maturidade: 1,00%
  • Empréstimos de 1 a 3 anos de maturidade: 1,25%
  • Empréstimos de 3 a 6 anos de maturidade: 1,50% (atualizado)
Até quando me posso candidatar?

As candidaturas podem ser submetidas até ao dia 31 de dezembro de 2020.

Ver documento de divulgação da Linha


COVID-19: Apoio a Agências de Viagens, Animação Turística, Organizadores de Eventos e similares

​​

​​​​​A Linha de Apoio à Economia COVID-19 permite às empresas portuguesas dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, financiarem em melhores condições de preço e de prazo, as suas necessidades de tesouraria.
Esta Linha destina-se a Micro, Pequenas e Médias Empresas, certificadas pela Declaração Eletrónica do IAPMEI, bem como Small Mid Cap e Mid Cap, localizadas em território nacional, e inclui a Linha específica COVID-19: Apoio a Agências de Viagens, Animação Turística, Organizadores de eventos e similares, dirigida a empresas que desenvolvam atividade enquadrada nas seguintes CAE: 
Secção N – Atividades administrativas e dos serviços de apoio: 79110; 79120; 79900; 82300. ​

Secção R – Atividades artísticas, de espectacúlos, desportivas e recreativas 90010; 90020; 90030; 90040; 91011; 91012; 91020; 91030; 91041; 91042; 93110; 93120; 93130; 93191; 93192; 93210; 93291; 93292; 93293; 93294.

Condições do financiamento:

Dotação Total: 200 milhões de euros

Máximo por empresa:

  • 50.000 euros (Micro Empresas)
  • 150.000 euros (Pequenas Empresas)
  • 1.500.000 euros (Médias Empresas, Small Mid Cap e Mid Cap)

Garantia:

  • até 90% (Microempresas e Pequenas Empresas) do capital em dívida
  • até 80% (Médias Empresas, Small Mid Cap e Mid Cap) do capital em dívida

Contra-garantia: 100%

Prazo da operação: Até 6 anos com carência de capital até 18 meses (atualizado)

Juros: Euribor + Spread:

Spread máximo:

  • Empréstimos até 1 ano de maturidade: 1,00%
  • Empréstimos de 1 a 3 anos de maturidade: 1,25%
  • Empréstimos de 3 a 6 anos de maturidade: 1,50% (atualizado)
Até quando me posso candidatar?

As candidaturas podem ser submetidas até ao dia 31 de dezembro de 2020.

Ver documento de divulgação da Linha


COVID-19: Apoio Empresas do Turismo (incluindo empreendimentos turísticos e alojamento para turistas)

​​

​​​​

A Linha de Apoio à Economia COVID-19 permite às empresas portuguesas dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, financiarem em melhores condições de preço e de prazo, as suas necessidades de tesouraria.
Esta Linha destina-se a Micro, Pequenas e Médias Empresas, certificadas pela Declaração Eletrónica do IAPMEI, bem como Small Mid Cap e Mid Cap, localizadas em território nacional, e inclui a Linha específica COVID-19: Apoio E​mpresas do Turismo (incluindo empreendimentos turísticos e alojamento para turistas)​dirigida a empresas que desenvolvam atividade enquadrada nas seguintes CAE: 

Secção I – Alojamento, restauração e similares: 55111; 55112; 55113; 55114; 55115; 55116; 55117; 55118; 55119; 55121; 55122; 55123; 55124; 55201; 55202; 55203; 55204; 55300; 55900.

Secção N – Atividades administrativas e dos serviços de apoio: 77110 e 77120.

Condições do financiamento:

Dotação Total: 900 milhões de euros

Máximo por empresa:

  • 50.000 euros (Micro Empresas)
  • 150.000 euros (Pequenas Empresas)
  • 1.500.000 euros (Médias Empresas, Small Mid Cap e Mid Cap)

Garantia:

  • até 90% (Microempresas e Pequenas Empresas) do capital em dívida
  • até 80% (Médias Empresas, Small Mid Cap e Mid Cap) do capital em dívida

Contra-garantia: 100%

Prazo da operação: Até 6 anos com carência de capital até 18 meses (atualizado)

Juros: Euribor + Spread:

Spread máximo:

  • Empréstimos até 1 ano de maturidade: 1,00%
  • Empréstimos de 1 a 3 anos de maturidade: 1,25%
  • Empréstimos de 3 a 6 anos de maturidade: 1,50% (atualizado)
Até quando me posso candidatar?

As candidaturas podem ser submetidas até ao dia 31 de dezembro de 2020.

Ver documento de divulgação da Linha


Outras medidas e apoios ao Turismo

Em todos os regimes de apoio financiados por receitas próprias deste Instituto (vg., RegFin, Linha da Qualificação da Oferta e Programa Valorizar:
  • Suspensão imediata da cobrança dos reembolsos vencidos no corrente ano e a vencer até 30 de setembro de 2020;
  • Nos casos em que os reembolsos integrem o pagamento de juros de capital, estes ficam abrangidos pela suspensão da cobrança;
  • As prestações a que se refere o ponto anterior passam a vencer no dia correspondente do ano de 2021, com o consequente diferimento sequencial das datas de vencimento das prestações de reembolso previstas nos planos de pagamento, cujo termo final é prorrogado por um ano.
Quanto ao programa JESSICA:
  • Suspensão imediata da cobrança dos reembolsos vencidos no corrente ano e a vencer até 30 de setembro de 2020;
  • Nos casos em que os reembolsos integrem o pagamento de juros de capital, estes ficam abrangidos pela suspensão da cobrança;
  • As prestações a que se refere a alínea anterior passam a vencer no dia correspondente do ano de 2021, com o consequente diferimento sequencial das datas de vencimento das prestações de reembolso previstas nos planos de pagamento, cujo termo final é prorrogado por um ano, mas com o limite máximo de 31.10.2031.
Apoio à realização de eventos em 2020 que sejam adiados ou cancelados:
  • Os custos em que, na realização dos investimentos, as entidades promotoras já tenham incorrido são elegíveis para efeitos do apoio e são financiadas, não obstante o adiamento ou cancelamento;
  • Pode ser antecipado o pagamento de tranches dos apoios previstos que se revelem necessárias para a cobertura dos custos a que se refere ao ponto anterior.

Quero ajudar, de forma GRATUITA.

Mais do que nunca, temos de estar unidos.

Envia email para geral@macroconsulting.pt para a minha empresa ajudar sem qualquer custo.

Artigos recentes:

O Diário de um Empreendedor é um blog de Empreendedorismo que te irá ajudar ao longo da tua caminhada empreendedora. Aqui poderás ler artigos sobre empreendedorismo, ver e ouvir vídeos e podcasts sobre Empreendedorismo, e muito outro conteúdo sobre Gestão, Liderança, Inovação e Motivação.

Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.

“O drama, a tragédia, o horror” e porque vamos superar o COVID-19

#8 dia de isolamento voluntário.

Tal como todos os empreendedores que conheço, tenho medo. Estou assustado pelo impacto que tudo isto vai ter na economia, no país, na vida das pessoas…

Os números continuam a aumentar.

Nos últimos dias tenho vindo a seguir um matemático português, Jorge Buescu, acerca de previsões de crescimento baseado no modelo SIR, formulado em 1927 por Kermack e McKendrick. E acredito que é importante que todos conheçam para, todos, percebermos de que forma 1) conseguimos todos mitigar este risco e 2) observamos a previsão de crescimento da mesma. Convido-vos a conhecer tudo isto no seguinte artigo:

Fonte: Expresso (A matemática que explica o tsunami europeu)

Todas as notícias têm sido de alerta e medo… No entanto, de facto, não me parece que seja possível que seja de outra forma. É fundamental que toda a população entenda o impacto que este vírus terá na sociedade e nas nossas empresas. E, por isso, é fundamental cumprirmos o nosso papel responsável na sociedade. Novamente alerto e reforço para a importância do movimento:

#stayhome #ficaemcasa

Esse é, de facto, o primeiro passo.

Sem medidas de controlo, isto é, se não fizermos a nossa parte, o tempo que teremos de ficar em quarentena, isolamento ou em quebra será significativamente maior. E mais tempo significa maior impacto negativo…

“O drama, a tragédia, o horror”

A frase é de Artur Albarran no tempo do programa “Imagens Reais”. E, sem o cariz humorístico que normalmente associamos à frase (apesar de achar que temos que manter o humor nesta altura!!!), a mesma poderia descrever bem a situação atual no mundo. Portugal não é exceção.

O impacto que o COVID-19 terá na economia será dramático. Mas, acima de tudo, o impacto em cada um de nós enquanto ser individual e na humanidade como um todo será muito maior.

No entanto, é fundamental nesta hora mantermos a calma. E, para reforçar isso, era importante todos percebermos que, sem exceção, demos a volta a TODOS os problemas e crises do passado. Desta vez, não será exceção.


Crises, crises e mais crises

Ao longo de toda a nossa história, foram muitos os problemas económicos que vivemos e, todos eles, foram ultrapassados com mais ou menos dificuldades.

Neste contexto, e que não restem dúvidas, é importante recordar algumas das mais graves crises económicas superadas.

Em 1480 o rei Afonso V, para equilibrar as finanças portuguesas, teve que contrair elevados empréstimos junto dos judeus, que eram quem mais poder económico tinha na época.
Em 1622, quando ainda Portugal estava sob o domínio de Espanha, a fome era tanta que as pessoas andavam pela ruas a gritar por um pouco de pão, que praticamente não existia.

Em 1834, para tentar resolver o deficit português, Silva Carvalho, o Secretário de Estado dos Negócios do Reino, colocou à venda vários bens nacionais. O pagamento teria de ser feito da seguinte forma: 1/5 na entrada e o restante montante em 16 prestações, a pagar em apenas dois anos.

Em 1846 o célebre Padre Casimiro dirigiu uma carta à rainha, na qual dizia que as populações do Minho e Trás-os-Montes não aguentam mais impostos. E recomenda que não se construam mais estradas novas (que se concertem as já existentes), reduzam o número de deputados destas províncias e que seja o povo destas regiões a pagar-lhes a comida e o transporte.
Em 1870 Portugal continuava a contrair empréstimos em França e Inglaterra para pagar as dívidas externas, em condições assustadoras: juros a mais de 13 % ao ano!

Em 1871 Portugal viveu outro grande momento de aflição financeira: o deficit passou de 5 para 14 mil contos, provocado pelas obras públicas e pelos empréstimos financeiros que Portugal tinha concedido em França e Inglaterra.

Outro momento de pânico económico ocorreu em Agosto de 1876: as notícias da desvalorização da moeda espanhola provocaram a corrida ao levantamento dos créditos dos portugueses, que atingiram 35 % de levantamentos. Vários bancos foram à falência e as famílias ficaram assustadas.

Uma grave crise que assolou o nosso país ocorreu em 1891. Para a tentar resolver, o governo resolveu tomar a exclusividade da produção do tabaco exigindo ainda que os fabricantes emprestassem ao Estado 36 mil contos, para consolidar a divida flutuante e outras despesas do Estado. O ministro das Finanças de Portugal ainda tentou vários empréstimos na Europa, mas as casas de crédito não concediam ao nosso país os que este desejava.

Em 1920 o deficit português atingiu os 300 mil contos. Para resolver o problema, Francisco Cunha Leal, o ministro das Finanças, propôs as seguintes medidas: aumento da contribuição predial rústica e urbana; imposto sobre o exercício de funções públicas e impostos sobre os lucros do comércio e da indústria. Como consequência, os ataques a padarias e lojas de alimentação foram constantes, como constantes foram os ataques com tiros e bombas a comboios.

Em 1921 a crise económica teve um episódio curioso: o Governo negociou um empréstimo de 50 milhões de dólares com uma instituição de crédito americana mas, como essa instituição (“Jefferson Williams”) não existia, Tomé de Barros Queirós, o presidente do Ministério, demitiu-se.

Em 1924 Portugal continuava a atravessar uma grave crise económica. Para tentar reduzir o deficit, Álvaro de Castro, o ministro das Finanças, resolveu tomar medidas drásticas: despediu funcionários públicos, acabou com várias administrações públicas (entre os quais os célebres administradores do concelhos, o Supremo Tribunal Administrativo, a Direcção-Geral do Comércio Agrícola, etc.). Para conseguir um empréstimo junto da Inglaterra, o Governo foi obrigado a dar como garantia 4 milhões de moedas de prata retiradas de circulação. Apesar destas medidas serem consideradas as mais adequadas, o ministro teve de se demitir, devido à pressão pública.

A Primeira República (1910-1926) provocou uma grave crise financeira. Para resolver o problema, o Governo português resolveu pedir, em Março de 1928, um empréstimo à Sociedade das Nações, no valor 700 mil contos. Uma vez que a SDN exigia controlar a administração do empréstimo e até a sua gestão, Portugal acabou por desistir deste pedido.

O ano de 1985 ficou marcado por uma grande austeridade, uma vez que o Governo, liderado por Mário Soares, teve que recorrer à ajuda do FMI, provocando um aumento de preços e impostos para assegurar os compromissos estabelecidos com este organismo. Mesmo assim, o país não foi à falência.

Desde o 25 de Abril de 1974, já passámos por cinco recessões. Todas elas com as suas características próprias, todas elas resultando de causas e decisões internas, mas operando num enquadramento económico cada vez mais aberto, ou seja, mais exposto às grandes variações da conjuntura económica europeia e internacional.

Em 1977/78 deu-se o primeiro programa de estabilização das contas nacionais e públicas por parte do FMI e, com ele, o recuo do produto interno. Ele tornou-se necessário pelos excessos pós-revolucionários, que desalinharam os custos de produção (em especial, os salários), da produtividade e a competitividade das exportações, ao mesmo tempo que o País tinha de absorver o regresso de centenas de milhares de cidadãos fugidos de Angola e Moçambique.

A desvalorização do escudo e a escassa conflitualidade social fizeram com que se atingissem os objectivos com notável rapidez. Só que, passados escassos cinco anos, foi preciso chamar de novo o FMI para novo aperto. Entre 1980 e 1982, duplicou a dívida pública. Quando o Governo Mário Soares/ Mota Pinto entra em funções (1983), havia divisas para pagar uma escassa semana de importações. Este segundo aperto foi o mais gravoso socialmente: despedimentos, bandeiras negras da fome em Setúbal, poupança forçada de meio 13.º mês.

Seguiu-se a recessão de 1993, na onda do abrandamento geral causado pelo segundo choque petrolífero. A desvalorização do escudo foi arma para repor a competitividade perdida. Mas esse recurso estava-nos vedado em 2002/2003, quando o País voltou a estar de “tanga”, e na grande crise 2008/2009, cujas sequelas a nível da correcção do défice e da dívida pública temos agora de pagar com mais sacrifícios.

Mais recentemente e a crise de 2007 nos Estados Unidos que se alastrou para a Europa e Portugal, com maior impacto a partir de 2011…

Moral da história? As crises fizeram, fazem e farão parte da nossa história.

Ao longo dos tempos sempre conseguimos superar as mesmas. E nesta não vai ser exceção.

Continuemos fortes, unidos, e com espírito empreendedor e de inovação. Vai ser importante para, mais rapidamente, mudarmos isto.

Fontes

Tenho medo…

Pensei antes de escrever este artigo se o devia dizer/escrever ou não. Não pela pressão social já que, neste momento, não a sinto mas pelo impacto que as minhas palavras poderiam ter em quem iria ler este artigo. Se, através deste artigo, iria causar medo ou pânico noutras pessoas.

Mas tenho de ser sincero e fiel aos meus princípios. E acredito genuinamente que (infelizmente) não serei o único… Por isso, dou a voz ao receio de muitos empreendedores, empresários, amigos, colegas e conhecidos que, nos últimos dias, tem partilhado comigo esses seus medos. É por todos vocês que partilho que…

…Tenho medo…

Fears are nothing more than a state of mind.

Napoleon Hill

Tenho medo de muita coisa mas há coisas das quais não tenho medo.

Tenho medo do impacto que este monstro (COVID-19) criou na economia e, acima de tudo no maior impacto que ainda vai criar. Infelizmente, acredito que se nada for feito, estamos perante a morte de milhares de micro, pequenas, médias (ou mesmo grandes) empresas que, por falta de apoios e medidas de proteção, vão ter de encerrar portas. O meu medo é sobretudo pelas micro e pequenas que tão bem caracterizam o tecido empresarial português e, com esta quebra e sem apoios, terão de encerrar… No entanto, mesmo sendo alguma coisa feita pelo Governo, acredito que estaremos perante uma quebra global drástica na economia, baseando-me em dados da China que poderemos (e deveremos) tirar (antecipadamente) lições. Tudo isto será, verdadeiramente, devastador…

Tenho medo do impacto desta crise no emprego e na sociedade. Com o fecho de muitas empresas ou pela redução drástica da sua atividade, muitas pessoas irão ficar sem emprego. E desemprego traduz-se em falta de poder económico e num (ainda) maior fosso social… Problemas sociais graves irão advir deste problema que, infelizmente, não será fácil de inverter.

Tenho medo do impacto humano… E, nesta altura, muito mais do que todos os outros.

Mas não tenho medo por mim.

Tenho medo pelos profissionais que estão obrigatoriamente a trabalhar para “nos servir” nos supermercados, padarias, e outros estabelecimentos de bens essenciais. Os receios que estas pessoas têm e a responsabilidade de se manterem em funcionamento é um fardo muito pesado para não respeitarmos.

Tenho medo pelos profissionais de saúde em farmácias, hospitais, lares de idosos, unidades de cuidados continuados, entre outros que têm nas suas mãos milhares de vidas. Estes trabalham até à exaustão para garantir que cada vida conta. Tenho medo que cheguemos a ser uma Itália que, infelizmente, não conseguiu dar resposta a todos pelo excesso de casos e, por isso, estes tiveram que escolher entre a vida e a morte de utentes…

Tenho medo pela minha família, os meus pais, a minha avó, os meus tios, os meus sogros, a população envelhecida em geral… Tenho medo que eles sofram a maior e única irreversível consequência deste monstro: a morte.

E apesar de ter vários medos, este último é o único que não consigo parar de pensar. Tenho medo de ser responsável pela morte de alguém. Tenho medo de colocar a pressão em alguém que terá que decidir quem vive e quem morre… E, por isso, tomei a decisão de há 7 dias atrás ficar em isolamento voluntário.

Não quero com isto, comparar-me com ninguém. Tenho a minha própria empresa mas tenho a sorte de poder trabalhar à distância. A decisão de parar e trabalhar a partir de casa é garantidamente mais fácil para mim do que para muitos empresários… Empresários que contam com muitos colaboradores a seu cargo e que têm de ter um estabelecimento ao público para manter a sua atividade.

Empresários que, tal como eu, têm os mesmos medos.

Medo do impacto do COVID-19 na economia e na sua própria empresa…

Medo do impacto do COVID-19 no emprego e sociedade…

E medo do impacto humano deste monstro…

Nesta altura, é importante tomarmos decisões. Infelizmente, à hora de criação deste artigo, o Estado ainda não tomou medidas drásticas. No entanto, agora mesmo, foram criadas mais algumas medidas de injeção de tesouraria na economia que irei atualizar constantemente neste artigo:

Por isso, cabe a todos os empreendedores deste país tomar essas mesmas decisões. Quanto mais tarde as tomarmos, mais infectados teremos e, consequentemente, maior será o tempo em que a economia parará, em que a nossa empresa não irá operar aumentando a probabilidade de mais pessoas irem para o desemprego e, mais do que tudo, maior serão o número de pessoas que irão morrer.

Não deixemos que os nossos medos moldem as nossas decisões.

Em todas as crises, o empreendedorismo acabou por as inverter. A inovação será natural e vamos ter empresas cada vez mais fortes e mais capazes.

Juntos, seremos capazes de vencer.

No entanto, para a morte ainda não existe solução…

#pleasestayhome

O Diário de um Empreendedor é um blog de Empreendedorismo que te irá ajudar ao longo da tua caminhada empreendedora. Aqui poderás ler artigos sobre empreendedorismo, ver e ouvir vídeos e podcasts sobre Empreendedorismo, e muito outro conteúdo sobre Gestão, Liderança, Inovação e Motivação.

Através deste blog de Empreendedorismo, poderás desenvolver novas competências, fazer crescer a tua ideia, tirar as tuas dúvidas e obteres dicas para te tornares um/a empreendedor/a de sucesso. Conta connosco. Conta com o Diário de um Empreendedor.